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Misericórdia

por Blogs Zé Consciência, em 31.05.13



Não sei se sou o único, mas eu odeio matar animais minúsculos.

Já o fiz, mas sinto sempre remorsos.

Porque é que será que algo, que praticamente toda a gente faz como se fosse o mais natural do mundo, me sensibiliza?

Hoje estava a jantar enquanto via televisão.

Tive um dia longo de aulas de mestrado, terminando com treino de karaté. Estava mesmo cansado!

Enquanto comia a minha maçã, uma traça minúscula passou à frente da minha cara.

Num ato instintivo, dei-lhe uma chapada.

Ela desorientou-se, voou numa espiral descendente e pousou no chão durante uns segundos, tendo de seguida levantado voo.

Ao vêr esta situação, pensei para mim "porque será que lhe dei uma chapada?"

Isto é um ato comum! Vemos um bicho tão minúsculo e insignificante e nem pensamos em afastá-lo, queremos logo matá-lo; esborrachar o sacana!

Porquê?

As respostas variam de bicho para bicho, mas são todas simples. Porque são chatos, porque estragam a roupa, porque mordem, porque picam, porque são feios, etc.

A parte engraçada é que eu já fui chato, já estraguei roupa, já mordi, já piquei e já fui mais feio do que sou agora e, pelo menos que eu saiba, nunca me quiseram matar por isso... Talvez me quisessem dar uma chapada, mas matar não!

Matar um inseto... ou um aracnídeo... ou um diplópode... ou um quilópode... ou um crustáceo... ou um molusco... é visto como o ato de o calar.

"É chato!" *squash!* "Já não chateia."
"Picou-me!" *squash!* "Já não pica."
"Fez-me um buraquinho na camisola!" *squash!* "Para aprenderes, bicho feio!"
Os animais minúsculos são feios, são insignificantes e não se podem defender. Comparado com eles, nós somos o suprassumo da força. Somos Deus!

Será por isso que o fazemos?

Eu admito que já peguei numa folha, tentei direcionar o animal para lá e coloquei-o na rua. Não sei quanto tempo de vida teve, mas não me chateou mais e sei que pode viver o que a natureza permitiu.

E não fiz isto uma vez, mas sim muitas.

Sabem porque faço isto? Porque me imagino sempre insignificante como o animal minúsculo.

E se apenas tivesse 1 dia de vida, não quereria desperdiçar nem um segundo!


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publicado às 23:07

Poema: Mar (hino à esperança)

por Blogs Zé Consciência, em 30.05.13



Partilho convosco, caros leitores, um poema.

Na verdade, esta é a letra de uma música da minha autoria. Talvez um dia vos mostre.

Este poema relata a história de um indivíduo que vive no séc.XV, durante os descobrimentos.

A sua vida é triste e vazia, mas a jovem personagem acredita que poderá encontrar uma vida melhor para além do horizonte do mar, para onde partem as caravelas em busca de novos mundos.

Espero que gostem:

Parte 1

Por esse mar tão vasto caravelas se afastam

Sem destino traçado sem rever o passado

Com a curiosidade, com tal vivacidade

Com a força dos reis, em busca da verdade

 

Explorando o horizonte

Comandados pelo vento com a força de um monte,

Com sentido de orientação, expandindo a nação,

Sempre em frente pelo mar com orgulho no coração.

 

Com o perigo sempre à espreita,

Sem saber se o mar nos aceita,

Com o amor cá em terra,

A viagem não se encerra.

 

Liberta toda a tua luz,

Eleva a tua briza que me atrai e seduz.

Se não fosse a solidão, toda esta inquietação

Com a esperança de encontrar a luz forte do meu lugar.

 

Já não sinto as mãos neste mar enlameado

Já não sinto a verdade desta dura realidade

A coragem falha enquanto as horas passam

É assim que passo cada dia até ao fim…

 

Com alegrias vazias,

A rigidez dum deserto ausente de alegrias!

Gargalhadas falsas, um todo num nada,

Uma luz no horizonte, uma esperança encantada.

 

Mar, leva-me...

Mar, guia-me...

 

Por isso

Peço ao mar que me dê essa luz

Abraço o amor por Jesus na cruz.

Gritarei bem alto, p’ra que o mundo me ouça

Peço-te mar que me dês essa força.

 

Pela janela vejo-te tão vasto e belo,

Como o som de violinos, uma viola e violoncelo,

Levas todos os males que atromentam qualquer dia

Dá-me força e abençoa a onda da alegria.

 

Mar, leva-me

Mostra-me o teu coração.

Mar, guia-me

Até à tua canção.

 

Parte 2

Anjos, anjos

Invoco-vos.

Anjos, anjos

Deêm-me luz.

 

Solidão temo não te perder.

Inquietação temo não te perder.

Terno azul, leva-me p’ra ti…

Terno azul, leva-me para ti!

Com a esperança de encontrar a tua luz.

 

Parte 3

Deus, dai-me uma vida

Deus, a liberdade

Deus, que mal fiz eu p’ra ter

Esta vida, oh, Deus!

Cantando só p’ra ti

Chorando só p’ra mim

Humilde como sou

Esperando a Tua mão.

 

Parte 4

Por isso,

Peço ao mar que me dê essa luz

Abraço o amor por Jesus na cruz.

Gritarei bem alto, p’ra que o mundo me ouça

Peço-te mar que me dês essa força.

 

Pela janela vejo-te tão vasto e belo,

Como o som de violinos, uma viola e violoncelo,

Levas todos os males que atromentam qualquer dia

Dá-me força e abençoa a onda da alegria.

 

Solidão temo não te perder.

Inquietação temo não te perder.

Terno azul, leva os meus temores

E abençoa a onda da alegria.

 

Mar, leva-me

Mostra-me o teu coração.

Mar, guia-me

Até à tua canção.

Mar, leva-me

Para poder sonhar.

Mar, guia-me

Dá-me asas p’ra voar.


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publicado às 20:45

Informação depressiva

por Blogs Zé Consciência, em 29.05.13


 

Quando se trabalha na comunicação social, nos media, devemo-nos questionar do seguinte: "O que é que vende?"

Temos de ser realistas, a informação é mais que um direito dos cidadãos. É um produto que se vende como o peixe.

Por isso, enquanto comerciais da informação, volto a perguntar: O que é que vende mais, no nosso país?

Más notícias, desgraças, chacota, bisbilhotices, acidentes, taxa de mortalidade, atentados terroristas, dramas, determinadas ações do governo e futebol.

Porque é que é isto que vende? Pela mesma razão que nenhuma telenovela tem sucesso sem dramas e intrigas.

Para que existam conversas de café.

 

"Olha, sabias que morreram 6 pessoas num acidente ontem?"

"A sério?!"
"Sim, estava nas notícias!"
"Que coisa horrível!"
"Pois foi!"

 

"Olha, sabias que a celebridade Não-sei-quantas da Silva perdeu 10kg?"
"A sério?! Deve ter sido drogas!"
"Não! Dizia lá que estava doente com "anxoretias", ou lá o que era!"
"Ah! Pobrezinha!..."

Penso que já compreenderam.

É isto que vende! É isto que as pessoas querem saber, o que anda mal!

O que é que os jornais fazem?

Camiões carregados de pipas cheias de más notícias.

Há psicólogos que aconselham mesmo os seus pacientes a não verem notícias, como forma de tratamento das depressões.

Não há como não ficar triste após uma edição do telejornal, onde as únicas boas notícias contam-se pelos dedos de uma mão com hipodactilia.

Outro dia li o Correio da Manhã. Em cada página alguém tinha morrido, ou algo tinha sido destruído, ou alguns inpostos tinham aumentados.

Sim, vivemos num tempo de crise, onde cada vez mais pessoas recebem um ordenado muito baixo e têm de pagar impostos cada vez mais elevados. Mas esta propagação de informações depressivas não existe só no nosso país. Ouçam noticiários de todo o mundo e vão reparar que este é um mal comum.

Porque é que o povo se alimenta de tanta energia negativa?

A negatividade ou positividade do mundo em que vivemos, depende unicamente do nosso ponto de vista. Num dia bom, apetece-me abraçar toda a gente que vejo, mas num dia mau, todos os que passam por mim são potenciais inimigos.

Mas não é possível sentirmo-nos bem quando em cada página do jornal várias vidas são destroçadas e em cada notícia do telejornal algo de mau acontece no mundo.

Sei que isto que escrevo não vai mudar nada, nem no interesse das pessoas pelas más notícias, nem na exagerada divulgação das mesmas. Mas posso-vos garantir que, graças a esta "propaganda do diabo", deixei de vêr as notícias. E não sinto que estou menos a par do que se passa no mundo.

Há pessoas que dizem que as notícias deixam-nos a par do que se passa no mundo, mas se calhar é por causa disto que muitos quererem emigrar para Marte.

 

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publicado às 22:16

Mistérios do sexo oposto

por Blogs Zé Consciência, em 28.05.13



As mulheres para mim são um mistério.

Claro que, no caso delas, muitas coisas nos homens também serão misteriosas. Mas, sendo este um blog pessoal, só posso transmitir a minha prespetiva, a de um homem.

Assim sendo, as mulheres para mim são um mistério.

Sei que neste momento, as minhas caras leitoras já se estão a questionar do que irei escrever a seguir. Será que vou falar bem? Será que vou falar mal? Será que vou ser machista?

Não me considero de modo algum machista! Sou apenas um homem que não compreende certos aspetos comuns à grande maioria das mulheres (como vêem, não disse que eram todas).

Este mistério não é recente. Durante toda a minha vida o sexo oposto me despertou uma enorme curiosidade.

Apesar de todas as diferenças notórias, a maior questão quando somos crianças é esta: "Porque é que a menina não tem pirilau?"

Uma pergunta com uma resposta óbvia, para todos os que conhecem as bases científico-anatómico-fisiológicas da génese da vida. Coisa que não conhecia com 3 ou 4 anos.

Sabem o que é curioso? É que apesar de sermos inocentes, já conseguimos sentir paixão pelo sexo oposto. Apesar de o sentirmos à nossa maneira.

Segundo o que me contaram, quando andava no Jardim de Infância estava apaixonado por uma rapariga, tendo ganho coragem para lhe dizer.

Mas ela disse-me que não gostava de mim.

Ao contar isto ao meu pai, ele perguntou-me preocupado:

"E tu filho?"

"Eu, pai? Pimba na cara!"

Mas continuando...

Uns anos depois, já na adolescência, todos os rapazes perguntavam a mesma coisa: "Porque é que as raparigas vão juntas à casa de banho?"

Qual seria a necessidade? Iriam falar mal dos rapazes? Falar bem? Precisariam de ajuda?

Que conspiração era esta?

Sim, esta era sem dúvida a pergunta mais partilhada na altura. Mas havia outra que me intrigava ainda mais. Uma que nunca conversei com ninguém e que ainda hoje me acompanha.

Porque é que as raparigas (e até algumas mulheres) tratam por "amor", dizem "amo-te", dão as mãos, enchem de beijinhos e falam de partes do corpo (por exemplo o rabo) de outras raparigas (ou mulheres) amigas?

Vamos imaginar que me encontro com um amigo meu e começo com este discurso:

 

Amigo: Então Zé, estás bem?
Zé: Olá amor!!
Amigo: O quê?
Zé: Estou bem! E tu querido?
Amigo: ... Cá se vai andando. Então, viste o Benfica ontem?
Zé: Vi sim! O Gaitán pareceu-me mais gordito, não te pareceu?
Amigo: O quê?
Zé: Mas olha que tu estás com uma barriguita toda jeitosa! Tens ido ao ginásio?
Amigo: ... Sim... Quer dizer... Tenho de ir andando, até à próxima.

Zé: Está bem, vai lá à tua vida! Adoro-te!

 

Depois desta estranha dimensão (que até a mim me fez impressão), conclui-se que não se tratam assim os amigos.

Uma rapariga que trate uma amiga assim, está a confundi-la com um namorado.

Mas o pior é que há raparigas que tratam os homens (amigos!!) assim.

Depois, há ainda outros mistérios que me inquietam, um deles penso que é comum a todos os meus caros leitores.

Porque é que as mulheres se demonstram chateadas e dizem que está tudo bem?

Este é um mal comum que, muito honestamente, já não consigo tolerar muito bem.

Quantas e quantas vezes não surgiu esta situação?

 

Homem: Estás chateada?
Mulher: Não...
Homem: De certeza? Pareces chateada.
Mulher: Está tudo bem!
Homem: Então porque é que estás tão séria?
Mulher: Eu sou mesmo assim...
Homem: Pronto, tudo bem.
*Cinco minutos depois*
Mulher: Tu sabes perfeitamente o que se passa! Já não te preocupas comigo?!
Homem: Hã?

 

Estou certo, ou errado? É como perder um episódio duma série televisiva e não se perceber em que parte da história vamos.

Um homem tem a obrigação de lêr os pensamentos da mulher! Tem de saber já antecipadamente o que ela sente, ou vai sentir. Caso contrario terá de enfrentar a forca.

A mulher não tem de dizer que está a chateada, o homem é que tem de compreender!

Depois há aquelas situações de:

 

Mulher: Posso falar contigo?

Homem: Porquê?
Mulher: Deixa estar...
Homem: O que se passa?

Mulher: Não é nada...

Por estas e muitas outras questões, das quais nem me lembro agora, continuo a sentir que a mulher é um grande mistério para mim. Mas penso que todo esse mistério seja intencional. A mulher quer ser um mistério para o homem desvendar.

Mas muitas destas questões não me fazem sentido.

Aliás, há muitas mulheres que também se questionam das mesmas coisas que expus aqui. Apesar de pertencerem ao mesmo sexo, não compreendem porque é que vão juntas à casa de banho, tratam as mulheres por "amor", ou escondem o que lhes está claramente a incomodar.

Mas porque será?... ... ...


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Ponto de interrogação

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publicado às 19:53

Paixão confusa

por Blogs Zé Consciência, em 27.05.13



Eu sou adepto do Benfica.

Mas atenção! Isso não significa que tenha odio por outro clube!

Aliás, metade da minha família é do Sporting e a outra do Benfica.

Eu, na verdade, nem ligo muito a futebol, mas gosto que o Benfica ganhe os seus jogos e foi a equipa que me habituei a gostar desde pequeno.

Apesar de tudo isto, há coisas que não compreendo.

Os ataques de fúria eufóricos dos adeptos, que tanto têm um amor quase platónico por um equipamento, como têm raiva e demonstram uma desilusão equivalente a uma traição amorosa (ou pior).

As pessoas sentem mesmo um calor forte pelas camisolas do clube, como se de uma mulher/homem (depende da pessoa em questão) se tratasse.

Quando a equipa joga bem é como receber beijos e carícias, mas quando joga mal é como dormir uma noite no sofá após uma discussão fervorosa.

Mas a questão é que alguns adeptos ficam mesmo num estado fora de controlo!

Por exemplo, quando o Benfica perdeu agora recentemente, houve pessoas que sairam à rua e que abanaram sinais de trânsito e partiram vidros à pedrada, enquanto gritavam euforicamente, como se lhes tivesse sido negado sexo nessa noite.

Depois há os outros adeptos que ficam felicíssimos com as derrotas das outras equipas.

Todos nós sabemos o que aconteceu ao Sporting esta época, mas garanto-vos que não fiquei contente nem senti vontade de fazer troça. Aliás, até fiquei desiludido! Eu gosto de ver os meus adversários a jogarem bem! E, tendo em conta que metade da minha família é do Sporting, também há parte de mim que tem um carinho pela equipa do leão.

Eu não gosto do Benfica por ser o melhor clube do mundo (tenho a perfeita noção de que não é), mas cresci habituado a ficar contente com as suas vitórias. É o clube que mais gosto!

E é isto que para mim significa ser-se adepto!

Não vou bater noutra pessoa por gostar dum clube diferente do meu, não vou atirar pedras e petardos aos jogadores em campo, não vou gozar com as derrotas dos outros, nem vou chorar ou partir a minha rua porque o Benfica não ganhou estes últimos três jogos importantes. Vou ficar satisfeito com o que o meu clube conseguiu, conseguindo-se manter como uma das melhores equipas do país.

É isto que, para mim, é ser-se adepto de um clube desportivo (atenção à palavra "desportivo", que deriva de "desportos", que não tem nada a ver com "ocupações militares").

 

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publicado às 22:59

Nós, amigos!

por Blogs Zé Consciência, em 26.05.13


Há qualquer coisa nas amizades. Conhecer uma pessoa e aos poucos desenvolver uma empatia.

Costuma-se dizer que "os amigos são a família que escolhemos" e, sempre que acabo de estar com amigos, essa frase torna-se cada vez mais real.

Foi um fim de semana cheio!

Aproveitando ter terminado mais cedo a aula de mestrado, telefonei a um amigo meu de longa data. Em três frases já tinhamos um encontro marcado.

Eu conheço este rapaz desde os 8 anos, mas só somos amigos desde os 12. Antes disso não nos podiamos ver à frente, até um professor nos obrigar a fazer um trabalho juntos (ainda por cima de fisico-química).

A verdade é que desde esse trabalho que criámos uma forte amizade. E sabe bem ter um amigo que me chame de "irmão" e que me trate mesmo como tal. Nós não podiamos ser mais diferentes na maneira de ser, mas se calhar foi por isso mesmo que mantivémos a nossa amizade.

Apesar de termos maneiras de ser muito diferentes, temos algo em comum: o gosto e a capacidade de criar música.

Ajudamo-nos muito em trabalhos deste ramo, cada um partilhando os seus conhecimentos.

A namorada com quem vive, também é uma grande amiga minha de longa data.

Eles os dois são daquelas pessoas que posso ficar quases semanas sem ver. Quando nos encontramos sabemos que será um bom dia de risadas e descontração.

É isto que é fantástico na amizade, a confiança e o à vontade que se tem com a pessoa.

A certa altura apenas se estava a ver televisão, mas cada um ia dando o seu comentário. Não se precisa de fazer nada, não temos ninguém a agradar, apenas momentos para partilhar.

É isto que é a pura amizade.

Hoje tive outro dia fantástico, desta vez com outras pessoas.

Um par de irmãos gémeos, uma grande amiga e a minha namorada, juntos na mesma sala apenas a jogarem consola.

Se os meus caros leitores não se importarem, vou dirigir a minha próxima frase aos fãs de video jogos.

Nada temam companheiros! Ainda existem alguns jogos (apesar de poucos) que permitem jogar com mais amigos ao nosso lado!
Novamente para todos os meus caros leitores, esta mensagem foi dita porque, ao contrário do que acontecia há uns anos atrás, a maioria dos video jogos focam-se na jogabilidade recorrendo à Internet, onde existem apenas "amigos virtuais". 

Continuando...

Mais uma vez, não se fez muito mais que isso e passou-se um dia fantástico! Surgiram tantos momentos de pura risada, acompanhados de comentários oportunos e humorísticos!

A amizade é um laço forte e surge de forma natural, mas deve ser nutrida!

Quando somos amigos, conhecemos bem a pessoa. Quase não precisamos de dizer nada que automaticamente sentimos como se sente. Ou, noutros casos, dizemos algo que só essa pessoa (ou grupo) compreende.

A um amigo podemos dizer que "não", sem ter medo de quebrar esse laço.

Quando somos amigos, gostamos genuinamente de alguém sem que se tenha de provar nada.

Não há nada a provar na amizade, só bons momentos para partilhar! 


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publicado às 22:37

Partilha: Não desistam dos vossos sonhos!

por Blogs Zé Consciência, em 25.05.13
Boa noite, meus caros leitores.
Hoje não tenho possibilidade de vos escrever com todo o tempo do mundo. 
No entanto, seria incapaz de vos deixar de mãos a abanar! Sou um blogger dedicado!
Este video que partilho hoje não é apenas uma música. As imagens mostradas nele e a história que o mesmo conta são verídicas.
Não quero estragar qualquer surpresa, por isso peço-vos apenas que desfrutem desta mistura fantástica de uma música extremamente bem construida e uma história de força que vale a pena vêr e interiorizar.
Até amanhã, caros leitores.

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publicado às 22:44

Mãos vazias

por Blogs Zé Consciência, em 24.05.13

 

Comecei a praticar karaté quando tinha apenas 6 anos.

Na altura não compreendia bem o que estava a fazer, limitando-me a imitar o que o instrutor (denominado sempre mestre) fazia.

Ainda me era estranho existirem diferentes cores de cinturões no mesmo ginásio (denominado dojo), tendo em conta que só conhecia branco e preto.

Avancei para o cinturão amarelo aos 7 anos, tendo de seguida mudado de escola e, consequentemente, de dojo e de mestre. 

Fiquei a aprender que existem várias modalidades nesta arte marcial. Não me lembro qual foi a que pratiquei durante dois anos, mas sei que a que pratico desde os 7-8 anos até hoje denomina-se Shitō-ryū.

Foi quando comecei a treinar com aquele que seria definitivamente o meu mestre, que aprendi no que consistia verdadeiramente o karaté.

Infelizmente passei por momentos na minha infância em que alguns miúdos me provocavam e por vezes batiam. Quando me queixava ouvia sempre a frase "então? andas no karaté a fazer o quê?" ou então "andas no karaté e não te sabes defender?"

Isto é mais um exemplo de uma dedução preconceituosa. A de que karaté é aprender a dar porrada.

Quem vai treinar com esta mentalidade, pode estar certo de que não irá evoluir muito.

Karaté é uma arte marcial... arte com as mãos. Aliás, karaté significa "mãos vazias".

Esta arte trabalha as três partes que nos constituem enquanto seres únicos, a nossa energia, a nossa mente e o nosso corpo. Eu não estou no karaté só para ficar bonito, ou só para aprender a dar murros. Estou lá para canalizar as minhas energias, para trabalhar a coordenação e a concentração e para exercitar o meu corpo.

Não vamos para um ginásio, onde mostramos os nossos bícipes, as raparigas mostram os glúteos, tentamos ver quem aguenta mais tempo na passadeira, ou quem levanta mais pesos. Vamos, sim, para um dojo, onde há uma empatia entre o grupo que treina, onde me centro em mim mesmo e ao mesmo tempo ajudo o próximo.

Karaté não é competição mas sim partilha. O mestre da arte partilha os seus conhecimentos connosco.

É também disciplina, respeito pelo próximo. No karaté todos devem ser respeitados, mesmo existindo uma hierarquia ao nível do conhecimento.

As cores dos cinturões indicam apenas a quantidade de conhecimento que temos dentro de nós. O branco é a ausência de cor. À medida que avançamos as cores vão ficando mais escuras, até chegarmos ao preto, que é a mistura de todas as cores.

Mas não termina aí!

Ter o cinturão preto não é atingir uma meta, mas sim estar pronto para começar a corrida! É a partir do cinturão negro que se começa verdadeiramente a treinar karaté, porque só aí é que adquirimos os conhecimentos necessários.

Cada aula é um desafio a ser superado. Todas as zangas ficam de fora, nada mais existe.

O meu corpo é um obstáculo que preciso de superar e é isso que vou conseguir cada vez que vou treinar.

Estive 11 anos sem treinar karaté, mas regressar foi o melhor que fiz. Não só para o meu corpo, mas também para a minha mente e para ter um melhor controlo das minhas energias.

Karaté não se sente apenas por fora, mas também por dentro de nós.

Não é ser o melhor, mas ser-se bom!

Karaté é uma fonte de energia positiva, de onde saímos sempre mais fortes, mais leves e com um sorriso na cara.


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publicado às 22:31

Tenho fome...

por Blogs Zé Consciência, em 23.05.13

 

Tenho estado desde as 19:51 a pensar no que escrever hoje no "Pensamento do Dia".

Ainda não jantei, tenho trabalhos da faculdade para fazer e amanhã tenho de me levantar cedo para ir ter aulas em Setúbal.

Queria escrever algo antes de ir jantar, de forma a ter tempo de adiantar os meus trabalhos.

No entanto, estava um som a inquietar-me na cozinha. Um som que não me deixava concentrar-me nos meus próprios pensamentos.

O som dos talheres a baterem no prato.

Está alguém a comer, o que me levou a pensar, "o que será o jantar?".

Ergo a minha cabeça e inspiro bem fundo pelo nariz, tendando captar algum odor familiar.

Nada... Apenas a transpiração acumulada neste longo dia caloroso.

A fome tem destas coisas. Sinto vontade de comer, o meu estômago treme de frio. Preciso de lhe dar algum conforto.

A minha boca saliva, como se esticasse uma toalha na minha língua, que se prepara para receber a sua refeição.

A minha mente perde qualidades, não consigo raciocinar, não consigo abstrair as minhas ideias.

Já provaram enchilada suíça? São pedaços de frango, banhados num molho avermelhado, possivelmente tomate, que servem de recheio para uma massa enrolada. O conteúdo vai para o forno cobertas de queijo e natas.

Acompanha-se com arroz de legumes e, para quem gosta, puré de abacate.

Sinto um aroma quente... parece-me carne... será?... apenas uma brisa da rua... que desilusão!

E eu aqui, continuo sem saber o que escrever no blog.

Isto faz-me lembrar bacalhau à gomes de sá. É mesmo bom! E o curioso é que eu nem gosto de bacalhau!

Mas aquele fio de azeite, aquelas azeitonas, a batata, acompanham o bacalhau que está elegantemente vestido com cebola.

Ouço outro som, estão a arrumar os talheres... A refeição terminou.

É um sensação maravilhosa, quando acabamos de comer! A língua vai retirando os restos que ficaram armazenados entre as gengivas e a bochecha. O estômago agradece e por vezes dá-nos troco em formato de arroto. A barriga incha de alegria.

Adoro legumes salteados! Faz tanto bem quanto sabe! E bitoque também. Aquele ovo estrelado a acompanhar o arroz e o bife. A salada fresquinha que amena a fervura da refeição.

Bem... já são 20:35 e parece que hoje não vou conseguir escrever nada... por isso mais vale sair do computador e ir comer!...

Com licença!

 

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publicado às 19:51

Silêncio, que vai começar o filme

por Blogs Zé Consciência, em 22.05.13



Eu tenho apenas 26 de idade. Para muitos sou um jovem, mas parte de mim sente que tem um velhote dentro de mim.

Já vivi tempo suficiente para ter aprendido e assimilado muita coisa do meio que me rodeia.

Já tenho interiorizadas noções de ética, de respeito, de partilha e de compreensão, para além dos traços normais da minha personalidade.

Eu sou um indivíduo muito observador e um analista natural. Adoro observar o que me rodeia, analisar, tentar compreender e aprender cada vez mais.

Sendo muito observador, acabo por ser também um crítico (tal como já devem ter reparado neste blog).

Sou uma pessoa que ferve em pouca água, apesar da mesma arrefecer de forma igualmente rápida.

Isto tudo significa que em alguns casos (principalmente no que vos vou falar hoje) eu sinto-me um velho resmungão.

Isto tudo para dizer que há uma coisa que me tira do sério: pessoas que falam alto no cinema.

Por alguma razão o cinema tem um ecrã de aproximadamente 250 polegadas, luzes apagadas, colunas de som espalhadas pela sala toda e cadeiras almofadadas. Estas características servem para nós vivermos o filme, ou seja, para termos uma atenção redobrada na ação que se desenrola na tela e esquecer o que nos rodeia.

Ir ao cinema é um pouco como estudar, na medida em que tentamos focar a nossa atenção numa só fonte de informação.

E tal como quando estamos a estudar, é difícil de fazê-lo com isto na mesma sala...

... Ou isto...

... Compreenderam?

Vou-vos contar como foi a última vez que fui ao cinema.

Fui ver o filme The Host (Nómada), um filme baseado num livro da autora da famosa saga Twilight.

Os filmes Twilight foram, por muitos, julgados como sendo maus filmes que só servem para raparigas adolescentes, mas muito honestamente eu gostei. Fiquei preso e interessado desde o início até ao fim e, achei inteligente da parte da autora, ter associdado ao vampiro tudo o que uma mulher deseja num homem, desde a cortesia antiquada, ao desejo espiritual e à luxúria, quando o seu corpo brilha como diamantes ao ser exposto à luz do Sol.

No entanto todos criticaram muito os filmes e até me olharam com uma cara estranha quando disse que gostei, nem querendo compreender porque razão.

Como o filme The Host foi baseado no livro da mesma autora, era de esperar que o mesmo estivesse condenado desde o dia de estreia.

Eu estava a gostar do filme, apesar de o achar previsível. Tinha momentos intensos que prenderam a minha atenção e adorei o conceito geral da história.

No entanto, foi-me muito desagradável ter visto o filme com um bando de catatuas na mesma sala, a fazerem troça, a rirem aos altos berros e a falarem alto entre si... durante o filme todo!

Com a minha raiva, nem consigo manter o meu nível, mas hoje não me interessa! A próxima frase será dirigida aos jovens que fazem isto na sala.

Putos! Quando se querem encontrar para conviver com amigos e rirem e pularem e fazerem o que raio vos apeteça fazer, façam-no num café ou num parque infantil! Se querem conversar e conviver não se metam num sítio onde é suposto estar em silêncio, por respeito ao próximo! Vocês sabem o que a palavra "respeito" significa, certo? Se não sabem, bebam uma chávena de chá antes de entrarem numa sala de cinema! 

Ufa... peço desculpa, caros leitores!...

Concluíndo, tira-me do sério que as pessoas falem alto no cinema, bem como num teatro ou noutro espaço semelhante. Por isso, se não me querem ver no meu estado de "velho resmungão", não venham ao cinema comigo.


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publicado às 23:58

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No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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