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Ensinando a amar...

por Blogs Zé Consciência, em 27.06.13



O que é o amor? Como é que podemos definir "estar apaixonado", amar alguém?

Há imensas formas de ver o amor:

Podemos ver de uma prespetiva científica, onde dizemos que resulta da libertação de hormonas e outras substâncias que nos aceleram os batimentos cardíacos, nos deixam num estado de alerta (semelhante à adernalina) e surgem através de uma ligação fisico-psicológica com outra pessoa.

Podemos ter a prespetiva empírica, que é gostar de uma pessoa acima das outras e querer desenvolver uma relação fisico-afetiva com a mesma.

Ainda há a prespetiva filosófica, que é um estado emocional forte que transcende a compreensão humana, mas que ao mesmo tempo é sentida e compreendida por todos.

Há a prespetiva poética, que é quando uma luz te cobre, como uma estrela a cintilar, despertando em mim uma aura nobre e uma louca vontade de te beijar.

Há imensas formas de ver o amor, mas nenhuma delas é universal. Nenhuma é comum a toda a gente.

Eu sei que estou apaixonado, é certo e claro para mim. Mas porquê?

Porque a minha namorada é bonita?

Porque ela é querida para mim? 

Também. Mas não pode ser só isso!

O que será, então, que me faz sentir que estou apaixonado pela minha namorada?

A partir daqui, tudo o que eu disser só poderá ser piroso e sem sentido.

É uma força... uma força... forte... que me atrai para a tua beleza... única... uma ternura... forte... como uma força... que nos une quando te toco ou te vejo... sinto vontade de te beijar... e de abraçar também... porque contigo, sinto-me... forte... capaz... ... ... ... ... porque te amo.

Vou ler o que escrevi outra vez...

...

...

...

Hã?

Mas é isto mesmo que é o amor! Uma sensação que não conseguimos descrever, que une duas pessoas num laço ternurento e confortável.

Ninguém nos ensina a amar, nasce connosco.

Mas da mesma forma que não aprendemos, também não sabemos ensinar.


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publicado às 20:58

Poema: À espera da esperança...

por Blogs Zé Consciência, em 26.06.13



Com fé cá te espero, sou honesto e sincero,

Eu mal durmo, mal me mexo, mal faço o que quero.

Limpo as lágrimas, lavo o rosto e barbeio-me com cuidado,

Escovo os dentes, gargarejo, procuro ter entusiasmo.

Banalizo emoções que me encolhem os pulmões,

Imagino soluções, tantas escritas, tantas lidas e "re-lidas".

Fracos são aqueles que ignoram a tua chegada,

Quando te confundem com ilusões que te obstroem a entrada.

Mas eu canto para ti, na minha melhor tonalidade.

Continuo à tua espera, seja qual for a realidade.

Verdade seja dita, ganho peso no coração,

Quanto mais impaciente, mais força ganha este leão.

Mas eu não me chamo fraco, chamo-me "sábio lutador".

Com um sorriso cá te espero, desejoso que me confortes este ardor.


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publicado às 22:02

Música: A Dança dos Cisnes

por Blogs Zé Consciência, em 25.06.13

Apresento aos meus caros... ouvintes, mais uma música da minha autoria.

Desta vez uma valsa moderna, que é nada mais que uma valsa normal acompanhada de uma bateria.

Espero que gostem!

 

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publicado às 20:28

Aterro balnear

por Blogs Zé Consciência, em 24.06.13


Finalmente fui à praia (e não, não me perguntaram onde fazia entregas).

Esteve muito calor e o dia estava mesmo a preparar o meu corpo para os raios de Sol.
Mas devo dizer que tive uma pequena desilusão.
Foi inacreditável a quantidade de lixo que encontrei na areia.
Eu monto uma "pseudo" tenda quando vou à praia, que se prende colocando areia numas bolsas. Cada pedaço de areia vinha com beatas de cigarros e paus de chupa-chupas. Será que passou por ali alguém a distribuir chupa-chupas?
Pior que isso, deparei-me com um pacote de penso higiénico bem perto do sítio onde estava.
E isto foi logo à entrada da praia!
Compreendo que seja um local de liberdade e descontração, mas ninguém me explicou que isso implicava falta de higiene e desrespeito pelo próximo!
Sim, porque rechear um local público de lixo é desrespeitar quem vai lá estar também.
Mas esperem, caros leitores, ainda há mais!
No guarda-sol ao lado vi uma mãe a ajudar uma criancinha a urinar na areia, mesmo no local onde as pessoas caminham. Mas não se preocupem, porque depois tapou com areia! Não há problema... certo?
"Mas não tem mal! A criança tem de fazer xixi!"
Pois, mas eu agora estou-me a lembrar do momento em que veio um bocadinho de vento e me entrou areia na boca... Será que foi só isso que mastiguei?
E pouco depois uns rapazitos estavam a brincar arrastando-se na areia (e sabe Deus mais no quê).
Xixis à parte, volto a dizer que encontrei muito lixo na praia, alguns enterrados e outros bem descobertos. Isto faz-me lembrar os cães que enterram os ossos, para ninguém os descobrir. Por falar nisso também vi muitos cães, mas não fizeram qualquer tipo de porcaria e não incomodaram ninguém quando corriam a brincar.
Este tipo de situações não me deixam apenas revoltado... deixam-me triste. Triste por ver que muita gente não se importa, não querem saber dos outros. Fazem e pronto!
E o pior é que estava lixo no chão a poucos metros dum caixote, praticamente vazio...


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publicado às 23:10

Vou-te contar uma história...

por Blogs Zé Consciência, em 23.06.13



"A parte que ignoramos é muito maior que tudo quanto sabemos

                                                                  Platão (427 a.C. - 347 a.C.)

Ou será que não foi Platão que disse isto?

Será assim tão descabido pensar nisto?

Porque é que sabemos que foi na verdade Platão o autor desta frase?

Como é que podemos confirmar seja o que for da História da Humanidade?

Na verdade, não podemos. Apenas sabemos o que está escrito e as provas escritas que se descobrem.

Se repararem bem, só podemos saber informações de quem tinha direito (= dinheiro) para conseguir registos de si mesmo.

Vamos supor que, um servo do Rei D. Dinis escreveu a famosa cantiga "Ai flores, ai, flores do verde pino, se sabedes novas do meu amigo? ai, Deus, e u é?" e que, depois de a lêr, o Rei ordenou que a cantiga ficasse registada em seu nome.

Imaginem que não foi Beethoven que compôs o "Ode à Alegria". Afinal de contas, ele era surdo... Não era?

A História não é mais que a interpretação atual de provas antigas.

São as histórias que os historiadores e arqueólogos contam, a partir de registos que têm.

Isto significa que muita coisa se perde e muita coisa se altera. Significa que muita gente importante ficou esquecida, mas que outros ficaram na memória.

Significa que só podemos ter uma ideia de como foi o passado e nunca ter a certeza do mesmo.
Mas agora pergunto-vos, caros leitores. Será assim tão importante certificarmo-nos dos nomes?

A História diz que foi Beethoven que compôs o "Ode à Alegria". Se o foi realmente, não sabemos. Mas sabemos que existe uma música escrita denominada "Ode à Alegria" e que é uma das maiores obras primas que existem.

Se foi realmente o Rei D. Dinis que escreveu a cantiga de amigo "Flores do Verde pino", não sabemos. Mas sabemos que existe uma cantiga de amigo denominada "Flores do verde pino" e que é uma referência da poesia trovadoresca do séc. XIV.

Sim, há nomes que ficaram para sempre associados a grandes feitos. Mas esses mesmos feitos, são as verdadeiras marcas que ficaram registadas, como os maiores feitos da Humanidade que mudaram (e continuam a mudar) a nossa forma de viver.

Que fique registado,

José Barroca Consciência escreveu isto.


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publicado às 21:15

Termóstato avariado

por Blogs Zé Consciência, em 22.06.13


A sério... O que se passa com as temperaturas lá fora?

Acordamos e abrimos a janela, levamos com um vento tão forte que nos retira as remelas da cara. No entanto, como é verão, levamos também com pólen e passamos uma hora a espirrar e a assoarmo-nos.

Pensamos que está frio, levamos um casaco para a rua. Quando entramos no carro, queimamos as mãos ao agarrar no volante e mal respiramos lá dentro.

Abrimos a janela e levamos com um vento de 20 segundos, mais uma vez cheio de pólen. Espirramos e ficamos tristes por o carro não ter limpa pára-brisas por dentro.

Se fechamos a janela morremos de calor, mas se a abrirmos os nossos lábios enchem-se de ar e a nossa língua toca-nos na orelha.

Uns dias fazem 16 graus e nos seguintes estão 30.

Num dia faz frio e chove e no outro está um calor abafado.

Não tive oportunidade de ir à praia porque ora está mau tempo ora tenho coisas combinadas nos dias bons.

No entanto, por teimosia, ando maioritariamente de t-shirt e, como tal, já tenho o meu belo bronze à camionista. Aposto que quando chegar à praia me vão perguntar onde faço entregas.

Dizem que vai ser dos verões mais frios. Eu digo que, até agora, está a ser um dos mais avariados.


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publicado às 17:18

Música: Utopia

por Blogs Zé Consciência, em 21.06.13

Há coisas que só a música descreve.

Hoje não vos vou escrever, caros leitores.

Vou partilhar connvosco uma música da minha autoria.

Espero que gostem.

 

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publicado às 22:42

Poema: Na Sombra do Mar

por Blogs Zé Consciência, em 20.06.13



Mais um poema da minha autoria.

Desta vez o tema é o bullying, que ao contrário do que muita gente pensa, sempre existiu.

Espero que gostem.

 

Perdidos num só momento, com o coração exposto

Sufocados na pressão de uma onda de desgosto.

 

Eu podia chorar, eu podia gritar e eu podia viver

Se te desse a minha mão.


Se não fosse a agressão, se não fosse a solidão

Haveria amor p’ra dar p’ra todos nós

Mas eu afogo-me, afogo-me

Na sombra do mar.

 

Perdidos num espaço curto, de braços amarrados

Empurrados pela corrente contra rochas encurralados.

 

Eu podia chorar, eu podia gritar e eu podia viver

Se te desse a minha mão.

 

Se não fosse a agressão, se não fosse a solidão

Haveria amor p’ra dar p’ra todos nós

Mas eu afogo-me, afogo-me

Na sombra do mar.

 

Enclausurados nesta mágoa com olhos aguados

Com coragem enfrentando gritos vindo do passado

Ligados na corrente deste mar profundo

Com marcas fortes provocadas p’los maiores seres do mundo.

 

Chapadas na face, insultos e humilhações

Se o coração falasse uivava gritos e palavrões

Formalmente ignorados até aos nossos dias

Enquanto tantos magoados com memórias que destroem vidas.

 

Se não fosse a agressão, se não fosse a solidão

Se tantos não fossem tratados abaixo de cão

Haveria amor p’ra dar e tanto p’ra partilhar

Pelo mundo, para nós basta a vossa mão dar.

 

Com coragem enfrentando gritos vindo do passado

Com garra atacando um mal estar abafado

Com coragem enfrentando toda esta agressão

Com garra lutamos p’ra no fim darmos a mão.


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publicado às 21:13

A censura carnal

por Blogs Zé Consciência, em 19.06.13



O sexo é uma coisa boa, não é?

Supostamente é uma fonte de prazer, uma união amorosa, o auge do desejo. Basicamente, é divertido.

Então porque é que é tão censurado?

Por exemplo, no Youtube, um video que mostre nudez explícita ou um casal a ter relações sexuais, é retirado quase de imediato.

Temos sempre muito medo de mencionar o que são relações sexuais às crianças.

Dizemos que os bebés vêm das pobres cegonhas, que se fartam de trabalhar para entregar crianças em todo o mundo... um pouco como o Pai Natal.

Dizemos que o pai mete uma semente na barriga da mãe, o que não só é uma visão um bocado perturbadora, como engana as crianças, fazendo-as acreditar que somos um ser vegetal.

Porque não dizer às crianças uma coisa que é real e amorosa ao mesmo tempo? 

"Filho, os bebés nascem quando um casal faz amor."

É assim tão complicado?!

Eu lembro-me de ser criança e, apesar da idade que tinha, lembro-me de estar apaixonado. Sabia o que era o amor, a atração por alguém, como uma força que nos puxa e controla as nossas ações. Ficamos frágeis e fortes ao mesmo tempo. E sentia isso com 6 anos.

Amar não é uma coisa só de adultos.

Vamos pensar agora nos filmes pornográficos, que são basicamente filmes amadores de orçamento baixo com uma história primária, focado em imagens de pessoas a fazerem sexo explícito.

Isto não é o mundo da Floribela ou dos Teletubies.

As crianças na pré-adolescência vêem pornografia.

Porquê?

Porque é proibido! Podem ter a certeza de que não é pela mesma razões que os adultos vêem.

Mas agora vamos pensar noutra coisa...

O Youtube permite que se mostrem videos com violência explícita, desde que a pessoa abra uma conta que comprove que tem acima de 18 anos.

Ou seja, as pessoas acima de 18 anos podem assistir a vídeos violentos, mas não podem ver maminhas e rabos.

Compreendem onde quero chegar?

Isto serve de alguma coisa?

Em primeiro lugar, certamente que muitas crianças dizem na Internet que têm acima de 18 anos, para terem acesso a vídeos violentos (ou pornográficos).

Todos podemos ver violência explícita, mas sexo não! Que horror!

Isto é hipócrito, porque o sexo é uma das necessidades básicas da existência do ser humano (e não só!), mas esmurrar e atropelar pessoas já não é!

Depois usam o argumento da religião...

Se Deus não quisesse que fizéssemos amor, não nos tornava seres sexuados e não nos dava o dom do "desejo".

Não estou a dizer que as crianças devem ver pornografia e ter relações sexuais com quem quiserem, mas digo que há certos tipos de censura que são exagerados.

Há crianças que vivem e crescem num ambiente onde a sexualidade é um ato terrível, onde só se pode fazer amor depois do casamento (tema que deixo para outro post) e só para ter filhos. Ou seja, têm de passar o resto da vida a mentir, negando impulsos e desejos naturais. Isto sim, é prejudicial ao corpo.

Por alguma razão existe a Educação Sexual, que permite informar e educar os jovens pré-adolescentes neste ramo.

As crianças não devem viver numa mentira. E se perguntarem o que é "fazer amor", digam simplesmente que o homem mete o pirilau no pipi da mulher e, poderão verificar que a criança não fica com interesse em fazer sexo com toda a gente. Apenas dirá "BELHEEEEEC!!"

 

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publicado às 22:10

Mudanças?

por Blogs Zé Consciência, em 18.06.13



Por vezes temos dificuldade em aceitar que as coisas mudam.

O melhor exemplo disso é a frase "no meu tempo", que é usada por pessoas de todas as idades.

Todos tiveram o seu tempo, até eu!

No meu tempo o modem da Internet fazia um barulho ensurdecedor, que parecia um giz a raspar num quadro enquanto se pisava uma menina de 4 anos.

No meu tempo havia desenhos animados feitos à mão e todos eles tinham músicas que cantávamos depois do filme acabar (durante anos e anos...).

No meu tempo jogava video jogos que não necessitavam de aceder à Internet para serem jogados.

No meu tempo os telemóveis só serviam para fazer chamadas, mandar mensagens e jogar o "snake".

No meu tempo não havia Youtube, Wikipedia e Google.

No meu tempo os pais ralhavam connosco e não com os professores.

No meu tempo eram vivos o Papa João Paulo II, Madre Teresa de Calcutá, Princesa Diana e Amália Rodrigues.

No meu tempo tudo era diferente, incluindo eu próprio.

Tudo muda com o passar do tempo, precisamente porque vamos aprendendo cada vez mais.

O mundo não pára, bem como as nossas aprendizagens. Mudamos constantemente segundo o que aprendemos, daí existir a emoção "arrependimento".

Abraçamo-nos ao nosso ambiente como uma fortaleza que nos mantém seguros. Esta segurança (ou sensação de...) é tão forte, que quando se altera sentimo-nos desamparados.

Custa-nos acompanhar a evolução da sociedade, a evolução do mundo, precisamente porque nos custa muito dizer "adeus". "Adeus" é definitivo, é aceitar uma perda, aceitar que algo desapareceu.

Mas um velho "adeus" dá sempre lugar a um novo "olá".

Com o tempo vão surgindo coisas novas, melhores e ergonómicas.

É difícil de dizer "adeus", mas tudo muda... até nós próprios.


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publicado às 19:10

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No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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