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A Enciclopédia Viva

por Blogs Zé Consciência, em 05.06.13



Boa noite, caros leitores.

Há pessoas que, quando chegam a uma certa idade, começam a pensar em todas as etapas da sua vida.

Será que fiz as escolhas certas? Será que aprendi com as más? 

Mas a pergunta mais frequente é esta: Como serei recordado? Qual é a minha marca no mundo?

Por estas e muitas outras razões, vou falar-vos de uma pessoa que me é muito chegada e que é um leitor assíduo do meu blog.

Olá, avô Artur!

Pois é, caros leitores!... Hoje vou falar-vos de uma pessoa que merece ser reconhecida pela sua grandiosidade.

Foram incontáveis as vezes que telefonei ao meu avô, para que me esclarecesse dúvidas nos meus trabalhos de casa.

A verdade, é que este exemplo de homem me respondia a tudo! Fosse História, Matemática, Ciências da Natureza, Língua Portuguesa, Geografia... e ainda aproveitava para me aprofundar mais os conhecimentos nestas áreas.

Por alguma razão dei a alcunha ao meu avô de Enciclopédia.

Mas isto não termina aqui!

Este grande homem leu de tudo e mais alguma coisa, é uma pessoa com uma cultura sem igual, escreveu recentemente dois livros com pensamentos, críticas, poemas e memórias refletidas, é um praticante de palavras cruzadas e sudoku e continua a querer aprender cada vez mais, seja por iniciativa própria ou frequentando uma tertúlia, que é uma espécie duma escola para a terceira idade.

Nada disto é em vão, caros leitoes. O meu avô não é o homem mais rico do mundo, mas podem crer que a sua mente vale milhares.

Eu estudei música e, durante a minha licenciatura, cantava às vezes para mim músicas que não me recordava do nome.

Ligava para a Enciclopédia e cantarolava, tendo pouco tempo depois o nome da música.

Um dia estava a ouvir música erudita e o meu avô, de longe, disse "Ah! Isso é a Rapsódia Húngara nº2 do Liszt" e a minha mãe comentou "Pai, tu conheces tudo!" e a sua resposta revelou uma enorme humildade "Oh! Toda a gente conhece a Rapsódia Húngara nº2 do Liszt".

Digam-me, caros leitores, quantos de vocês conhecem de nome esta música? Sem medos! Respondam à vontade!

Devemos ter em conta que, apesar de continuarem a aprender, os idosos têm sempre muito para nos ensinar, devendo por isso ser tratados com o respeito que merecem. (Neste ramo, a cultura japonesa não falha!)

Infelizmente, não vejo o meu avô tantas vezes quanto gostaria. Mas hoje lembrei-me muito dele, da sua grandiosidade e do seu exemplo enquanto ser humano.

Pessoas assim, que querem cada vez aprender mais, que tratam toda a gente com uma bondade invejável e que se preocupam em usar a cabeça no seu dia-a-dia, merecem ser recordadas!

Por isso, escolhi partilhar este, como sendo o meu pensamento do dia de hoje.

Posto isto, apresento-vos Artur Roldão Santos, um génio e um modelo!


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publicado às 22:12


No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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