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A verdade da greve

por Blogs Zé Consciência, em 17.06.13



Estive a pensar no significado de se fazer greve.

Quando era mais novo, lembro-me dos meus pais trabalharem sempre muito (infelizmente, ainda hoje acontece isso).

Por vezes estranhava estarem em casa, facto esse que me era explicado com um simples "fez-se greve no trabalho".

Ora, sendo eu pequeno, acreditei durante algum tempo que fazer greve significava simplesmente não trabalhar, o que para mim era bom, tendo em conta que podia passar mais tempo com os meus pais.

Mas com o passar do tempo, fui-me apercebendo do que era realmente a greve.

A greve é um amuo!

A sério!

Não acreditam em mim? Então passo a explicar.

O que é a greve?

Demonstração de descontentamento... Também o amuo!

Abdicar de algo como forma de chamar a atenção para um estado emocional negativo... Também o amuo!

Deixar de realizar uma atividade, procurando provar que somos essenciais... Mais uma vez, o amuo é assim.

Basicamente, fazer greve é a mesma coisa que amuar.

Vamos pensar em casos específicos.

Temos aqui um exemplo de uma namorada a amuar com o seu parceiro.

Ela: "Vai pela direita." 

Ele: "Mas olha que pela esquerda é mais rápido"

*vira à esquerda*

Ela: "Porque é que viraste à esquerda?! Eu disse que à direita era melhor! Nunca fazes o que eu digo!"

Ele: "Mas não vês que por aqui é muito mais rápido? Olha, já chegámos!"
Ela: "Hoje à noite não vais ter sorte nenhuma..."
 

Agora vamos pensar num exemplo duma greve...

"Fartamo-nos de trabalhar! Temos mais horas de trabalho e menos dinheiro! Temos horas extraordinárias não remuneradas! Descontam-nos os ordenados e não nos dão subsídios de férias! Não respeitam o nosso trabalho e a nossa função na comunidade!
Por isso tudo, não trabalho durante uma semana!"

É a mesma coisa!

E da mesma forma que um amuo não leva a lado nenhum, eu não me lembro duma greve mudar fosse o que fosse.

Esperem... Afinal mudou!...

Lembro-me quando os camionistas fizeram greve.

Deixámos de ter gasolina, até a mesma terminar.

Ah! E as greves dos transportes públicos, que mais parecem feriados combinados, que resulta na impossibilidade de muita gente se deslocar.

De resto, nada mais mudou... Tal e qual um amuo.

Não estou a dizer que as pessoas não têm direito de demonstrar o seu descontentamento. Há imensas razões para existirem!

Mas abdicar do nosso trabalho não vai mudar nada, a não ser o nosso próprio trabalho.

Se os médicos fazem greve, os doentes não são tratados. Se os professores fazem greve, os alunos não recebem educação, cultura e formação. Se os camionistas fazem greve, as mercadorias e os materiais não são distribuidos. Se os motoristas fazem greve, muita gente fica impossibilitada de se deslocar.

Entendem? Fazer greve não muda nada. Não vai fazer com que os nossos governadores mudem de ideias. Nunca vi um líder dum país a ceder a uma greve.

Mas já vi uma comunidade inteira a ficar prejudicada, porque um conjunto de profissionais deixou de ir trabalhar, por estarem descontentes (tal como o rapaz da história que contei anteriormente... coitado!...).

Mais uma vez, antes que me ganhem ódio, volto a dizer que não estou a criticar as razões porque fazem greve, apenas estou a constatar um facto. Fazer greve é, em todos os aspetos, a mesma coisa que amuar.


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publicado às 23:07

Poema: A Tempestade

por Blogs Zé Consciência, em 16.06.13



Bem vindos de volta, caros leitores!

Está reaberto o blog O Pensamento do Dia!

Infelizmente, tenho um trabalho importante para entregar ainda hoje, coisa que estou a terminar de momento.

Mas, por ser tão fiel a todos vocês, não vos queria deixar de mãos a abanar.
Afinal de contas, eu prometi que regressava hoje e o prometido é devido!

Este é um poema da minha autoria, que também faz parte duma música produzida por mim.

A letra fala de conflitos, de toda e qualquer natureza. É um tema duro, mas inevitável ao longo da nossa vida.

Espero que gostem. Até amanhã!


Parte 1

 

Toda a vida fica livre nesta confusão

Mas toda a vida fica cega nesta ilusão

Por tudo aquilo que tu sabes e acreditas

Por amor e pela dor pela paz que imaginas

 

Não vale a pena gritar e insistir

Não vale a pena se ninguém nos ouvir

Neste caos que criaste com a tua mão

Rogaste pragas e tristezas no teu coração.

 

Juntam-se as núvens cinzentas e escuras

Que escondem a luz do Sol, tapam as terras mais puras

Compara o que viste com o que assistes hoje

Por culpa do teu mal num passado lá longe.

 

Encara a verdade, segura-te ao que tens

Compara o amor com o valor dos teus bens

Compara a inveja com o valor de um sorriso

Escuta esta mensagem, não ignores o meu aviso.

 

Parte 2

 

PODES FUGIR E NÃO PODES PARAR

QUANTO MAIS LONGE TU FOGES MENOS TENS P’RA DAR

 

E ENTÃO?! PORQUÊ?!

 

PORQUE SOPRAS COM TANTA FORÇA?!

PORQUE CRIAS ESTE TEMPORAL?!

 

O QUE GRITAS MÓI E FAZ MOÇA

COM A FORÇA DE UM VENDAVAL

 

O SOM QUE EMITES DESTRÓI O QUE TENS

MAS AS PALAVRAS QUE PROFERES DESTROEM QUEM ÉS.

 

 

Respira fundo e pensa nas ações

Enquanto cerras os punhos em gemidos e canções

Eleva as tuas ilusões

E trava uma batalha contra todas as multidões.

 

Parte 3

 

Temo não viver, com todo este medo

Com a fé e boa vontade, sonho com liberdade

Temo ter fraca esperança, sonhos de criança

Temo ter falsa coragem, viver numa miragem.

 

Eleva a tua vida, supera o teu medo

Com a fé e boa vontade, um hino à liberdade

Abre braços e esperança, sonhos de criança

Leva toda a tua coragem, sente-te selvagem.

 

Parte 4

 

ABRE OS BRAÇOS

E VOA PELA TEMPESTADE

 

Não há saída

Na tua vida

Tens de ter força p’ra lutar

Pela esperança alcançar

 

Não há saída

Nesta rotina

A alma luta por um lugar

Evita ter de a enfrentar.


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publicado às 21:18

Férias

por Blogs Zé Consciência, em 09.06.13

 


O blog O Pensamento do Dia encontra-se encerrado para férias.

 

Re-abertura: 16 de Junho, Domingo

 

Até logo!


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publicado às 23:23

Causa-efeito

por Blogs Zé Consciência, em 08.06.13

 

Sabem qual é o problema de algumas pessoas?

Julgam que vivem num mundo onde podem agir sem consequências.

Que podem fazer o que querem e nada de mal lhes acontece.

É uma ação primária, ou seja, agem consoante o primeiro pensamento que lhes ocorre.

É um mundo fantástico onde a reflexão não é necessária.

E o mais curioso é que já quando somos bebés, aprendemos a relação entre causa-efeito.

Atiramos objetos para o chão, cuspimos a comida na cara dos encarregados de educação, aumentamos o volume da aparelhagem para o máximo, trincamos os sofás e urinamos no chão, porque queremos avaliar as consequências dos nossos atos.

O facto de nunca sofrermos consequências ao longo do nosso crescimento, pode ser uma das razões para a criação desse mundo de fantasia.

Vamos ver o exemplo de dar aulas.

Os alunos não prestam atenção, logo não vão reter informação. Se não estudam, não sabem responder às questões dos testes. Se não fazem trabalhos, não são avaliados.

Causa-efeito.

Se damos uma nota positiva a um aluno assim, só porque não queremos ter o "peso" (seja lá o que isso for) de dar uma nota negativa, ou porque precisa de uma positiva a Educação Musical para passar de ano, o aluno não está a sofrer as consequências dos seus atos (e podem crer que, mais tarde, se vai dar muito mal na vida).

Por exemplo, uma pessoa aproxima-se de nós e diz-nos "és estranho!" como se fosse o ato mais natural do mundo. O que levará esta pessoa a acreditar que pode insultar alguém, sem que nada lhe aconteça?

É este o grande problema de muitas pessoas. 

Julgam que vivem numa utopia onde não existem efeitos para as suas causas.

Mas aqui vai o grande ricochete. Será que a responsabilidade é das pessoas que agem mal, ou das pessoas que não provocam as consequências?

...

 

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publicado às 22:56

Partilha: Melhor música de sempre

por Blogs Zé Consciência, em 07.06.13

Sendo um professor e amante de música, não podia deixar passar esta oportunidade, de partilhar com os meus caros leitores a minha música preferida.

Isto é o que eu considero um exemplo de uma música, na minha opinião, perfeita.

O autor da composição é António Vivaldi (1678-1741) e a música é o 3º andamento da obra Verão, que pertence às Quatro Estações.

Espero que gostem!


 

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publicado às 23:00

Ciúme

por Blogs Zé Consciência, em 06.06.13

 


Ah! O ciúme!...

O primo direito da desconfiança e irmão da inveja!

Existem inúemeras formas de ciúme, todas elas justificadas com inúmeros argumentos diferentes.

Mas o ciúme de que hoje quero falar, é do ciúme pelo olhar.

Em primeiro lugar, quero esclarecer que não sofro desse mal, nem com esse mal (se é que me faço entender), mas é algo que conheço.

Este sentimento é encontrado em diversas situações, como a caminhar num centro comercial:

 

"Estavas a olhar para aquela rapariga, não estavas?!"

"Qual rapariga?!"
"Não te faças de desentendido! Eu vi-te a olhar!"

"Eu não vi nada!"

Mas moça, se ele tivesse visto, qual era o mal?

 

"Significa que a estava a desejar! Porque é que não olha para mim?"

Mas se ele quisesse estar com outra rapariga, não estava contigo, certo? 

 

"Pois..."

Ah! Pois!... 

Tudo bem que há homens que reagem como o girassol, ao passarem por uma moça jeitosa, Inclinando a cabeça e acompanhando os movimentos do corpo dela com os olhos.

Sim, isto era também um pouco dispensável.

Mas olhar, passar a vista por alguém, admirar algo que é fisicamente belo, é considerado trair o parceiro?

Se assim fosse, nós não éramos pessoas, mas sim veados.

Este assunto é um tema discutido por muita gente, cujas opiniões variam.

Seja qual for a opinião, nada pode mudar um facto... Nós olhamos para as outras pessoas!

Não se pode discutir isto! O que se pode, eventualmente, discutir é se o admitimos ou não.

Há mulheres e homens que simplesmente não toleram que o parceiro ponha a vista em cima de outra pessoa, com o intuito de a admirar.

Querem saber a minha opinião, caros leitores?

É saudável olhar para pessoas bonitas!

Eu tenho namorada, mas podem ter a certeza que, tanto eu como ela, não deixamos de olhar para uma pessoa bonita, ou de a achar bela.

Isso não é trair! Trair é estar com uma pessoa sem gostar dela. É dizer que se gosta de alguém e estar envolvido com outra pessoa.

Isso é que é trair!

Eu tenho a perfeita noção de que não sou o homem mais bonito do mundo. Se a minha namorada olhar para um rapaz bonito, não me está a fazer nada de mal. Está apenas a seguir um impulso que não pode ser contrariado, apenas criar a ilusão de que não existe.

Mas para quê? Que mal tem olhar?
Eu vejo raparigas lindíssimas todos os dias. E adoro ver uma rapariga bonita!
Mas a minha namorada é a pessoa que mais gosto, a que mexe mais com as minhas emoções, tornando-se, assim, a mulher mais bonita de todas para mim. 

E se ela sabe, de que valeria impedir-me de fazer algo que até é saudável?

Concluíndo, de nada serve impedir alguém de achar outra pessoa bela. Como se costuma dizer, "o que é bom é para se ver"!


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publicado às 20:44

A Enciclopédia Viva

por Blogs Zé Consciência, em 05.06.13



Boa noite, caros leitores.

Há pessoas que, quando chegam a uma certa idade, começam a pensar em todas as etapas da sua vida.

Será que fiz as escolhas certas? Será que aprendi com as más? 

Mas a pergunta mais frequente é esta: Como serei recordado? Qual é a minha marca no mundo?

Por estas e muitas outras razões, vou falar-vos de uma pessoa que me é muito chegada e que é um leitor assíduo do meu blog.

Olá, avô Artur!

Pois é, caros leitores!... Hoje vou falar-vos de uma pessoa que merece ser reconhecida pela sua grandiosidade.

Foram incontáveis as vezes que telefonei ao meu avô, para que me esclarecesse dúvidas nos meus trabalhos de casa.

A verdade, é que este exemplo de homem me respondia a tudo! Fosse História, Matemática, Ciências da Natureza, Língua Portuguesa, Geografia... e ainda aproveitava para me aprofundar mais os conhecimentos nestas áreas.

Por alguma razão dei a alcunha ao meu avô de Enciclopédia.

Mas isto não termina aqui!

Este grande homem leu de tudo e mais alguma coisa, é uma pessoa com uma cultura sem igual, escreveu recentemente dois livros com pensamentos, críticas, poemas e memórias refletidas, é um praticante de palavras cruzadas e sudoku e continua a querer aprender cada vez mais, seja por iniciativa própria ou frequentando uma tertúlia, que é uma espécie duma escola para a terceira idade.

Nada disto é em vão, caros leitoes. O meu avô não é o homem mais rico do mundo, mas podem crer que a sua mente vale milhares.

Eu estudei música e, durante a minha licenciatura, cantava às vezes para mim músicas que não me recordava do nome.

Ligava para a Enciclopédia e cantarolava, tendo pouco tempo depois o nome da música.

Um dia estava a ouvir música erudita e o meu avô, de longe, disse "Ah! Isso é a Rapsódia Húngara nº2 do Liszt" e a minha mãe comentou "Pai, tu conheces tudo!" e a sua resposta revelou uma enorme humildade "Oh! Toda a gente conhece a Rapsódia Húngara nº2 do Liszt".

Digam-me, caros leitores, quantos de vocês conhecem de nome esta música? Sem medos! Respondam à vontade!

Devemos ter em conta que, apesar de continuarem a aprender, os idosos têm sempre muito para nos ensinar, devendo por isso ser tratados com o respeito que merecem. (Neste ramo, a cultura japonesa não falha!)

Infelizmente, não vejo o meu avô tantas vezes quanto gostaria. Mas hoje lembrei-me muito dele, da sua grandiosidade e do seu exemplo enquanto ser humano.

Pessoas assim, que querem cada vez aprender mais, que tratam toda a gente com uma bondade invejável e que se preocupam em usar a cabeça no seu dia-a-dia, merecem ser recordadas!

Por isso, escolhi partilhar este, como sendo o meu pensamento do dia de hoje.

Posto isto, apresento-vos Artur Roldão Santos, um génio e um modelo!


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publicado às 22:12

Poema: Novo Dia

por Blogs Zé Consciência, em 04.06.13

 

Mais um poema de mais uma música da minha autoria.

A mensagem que procuro transmitir, é que por mais tristes que estejam, por mais em baixo que fiquem, por mais azares que vos aconteçam, existe sempre um novo dia onde tudo pode melhorar. Não é viver num mar de rosas, mas sim acreditar na paz da vida.

Chama-se viver com esperança.

A vida é um conjunto de bons e maus momentos, onde aprendemos com os maus e desfrutamos dos bons.

Por isso nunca percam a esperança, porque certamente chegará um novo dia...

 

Já o Sol dizia, "já não sei brilhar"

E o tempo chorava, "já não sei parar".

Quando as árvores frias não sorriam mais

E que já é demais e o mundo é meu!

 

Quando as núvens escuras nos olham de lado

E as terras puras se afogam num lago.

Já o céu dizia, "sinto-me tão só";

Mas neste novo dia as mágoas são pó.

 

Dá uma volta na vida, dá um sorriso ao céu,

Porque neste novo dia o mundo é teu.

Dá a mão ao tempo e abraça o Sol,

Porque neste novo dia ninguém é mole.

Abraça o que tens, não chores por não teres,

E neste novo dia és um novo ser.

Constrói a tua muralha, um poema sem fim,

E neste novo dia canta um refrão para ti.

 

Quando a chuva cai e a ponte não se vê,

Só porque a tua voz comanda o teu ser.

E quando Deus nos diz, "não lutem mais!

E que já é demais e o mundo é meu!"

 

Quando a chuva cai por cima de nós,

E quando todos nos olham com olhos tão sós.

Já a Lua dizia, "sinto-me tão só";

Mas neste novo dia as mágoas são pó.

 

Dá uma volta na vida, dá um sorriso ao céu,

Porque neste novo dia o mundo é teu.

Dá a mão ao tempo e abraça o Sol,

Porque neste novo dia ninguém é mole.

Abraça o que tens, não chores por não teres,

E neste novo dia és um novo ser.

Constrói a tua muralha, um poema sem fim,

E neste novo dia canta um refrão para ti.


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publicado às 20:06

Todo o peixe tem espinhas...

por Blogs Zé Consciência, em 03.06.13

 

Quando estamos a tirar uma licenciatura, (ou, no meu caso, um mestrado), temos de estar preparados para tudo.

Eu adoro música e o respetivo ensino, mas as vertentes que gosto mais são de criar, ensinar canto e gravar.

No entanto, existem sempre aquelas disciplinas que não nos dizem nada.

Eu tenho um trabalho para entregar até ao fim desta semana e, admito que ainda nem lhe toquei.

Não só não ando com cabeça para o fazer, como é um trabalho que não me diz nada.

Mas quando estudamos, temos de abordar todas as áreas relacionadas com a base do estudo.

Todo o professor tem o seu estilo e todos têm um fascínio por uma determinada forma de ensinar, ou seja, todos têm a sua identidade.

Isto foi uma coisa que aprendi com os meus estágios.

Em cinco escolas que estagiei, observei cinco formas diferentes de dar aulas; o que serviu para criar a minha própria identidade.

Mal posso esperar para pôr em prática tudo o que tenho para ensinar!

Mas primeiro... tenho um trabalho chato para acabar!...


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publicado às 20:50

Os pequenos gestos, as pequenas palavras

por Blogs Zé Consciência, em 02.06.13

 

Eu não sou pai, mas tenho uma sobrinha com quase 2 anos.

Não sigo de perto o seu crescimento, pois essa recompensa da vida é reservada aos pais, mas acompanhei momentos dos diferentes capítulos da sua vida.

Como já disse noutro post, eu sou professor de música. Como tal, quando a minha irmã me pede para tomar conta da pequena, a primeira coisa que faço é mostrar-lhe os meus instrumentos musicais.

Adoro observar o que ela faz!

Agarra numa pandeireta e observa-a em diferentes posições, toca-lhe mas só para o sentir.

Depois de lhe mostrar como se toca, ela compreendeu logo e lá se pôs a bater na pele.

Mas o instrumento que mais lhe chamou à atenção foi o xilofone.

Só tem a escala de dó e cada tecla tem uma côr diferente, servindo não só para ouvir diferentes notas, como também para aprender os nomes das cores.

Primeiro agarrou no instrumento e virou-o de pernas para o ar, de lado e, por último, na posição normal.

Tentou tocar com os dedos, obviamente sem efeito; até lhe ter dado a baqueta para a mão (não quis as duas, só uma).

A definição de tocar música para uma criança é explorar ao máximo a relação causa-efeito.

Ela tocou numa tecla e reparou que deu som. Daí para a frente, apenas martelou no instrumentos de diferentes formas. Penso que só não lhe deu uma cabeçada porque eu estava a controlá-la.

Os bebés praticamente não falam mais do que breves palavras e choros e não fazem mais do que espernear-se e agarrar em tudo o que podem.

No entanto, a sua inocência amolece-nos completamente. O seu sentido de humor está ligado à sua necessidade de descobrir o mundo.

Tudo é uma novidade para eles; sensação que nós, adultos, já só podemos imaginar. E é isso que lhes dá a piada.

Eles comunicam através dos cinco sentidos, saboreando, ouvindo, sentindo, cheirando e observando tudo o que os rodeia.

Os bebés são fisicamente frágeis e minúsculos, mas é incrível como num corpo tão pequeno cabe um coração tão grande, sempre pronto a aprender com o seu meio e a derreter os corações mais experientes.

Digo-vos, caros leitroes, que se hoje me derreti todo quando ouvi pela primeira vez "tio", imagino como me sentirei, quando daqui a uns anos ouvir pela primeira vez "pai"...


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publicado às 21:24



No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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