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O que é um video jogo? - pergunta a sociedade.

por Blogs Zé Consciência, em 21.07.13

Já mencionei em posts anteriores que sou um fã de video jogos, daí os ter escolhido como tema de hoje.

Cada vez é mais óbvio o crescimento desta indústria. À medida que o tempo passa, os jogos vão evoluindo, acompanhando as exigências do público alvo.

Os video jogos são na verdade um meio de entretenimento, como os livros, os filmes, a música e qualquer outra forma de arte. Não são nem mais nem menos.

Se repararem bem, todos os prós e os contras que apontamos para os outros meios de entretenimento podem ser encontrados nos video jogos.

Mas muita gente não concorda por isto. E porquê?

Vamos pensar nas críticas que normalmente lhes são apontadas:

- Os jogos são violentos e transmitem essa violência ao público. Bem, vejam o filme Sexta-Feira 13, ou ouçam a banda Marilyn Manson para compreenderem que a violência faz parte de qualquer meio de entertenimento. Não é por ela existir nos filmes, música ou jogos que as pessoas se vão tornar violentas.

Mas se, para descargo de consciência, quiserem exemplos que provem que nem todos os jogos são violentos, posso-vos falar de Flower, Pro Evolution Soccer, Rayman Origins ou até mesmo Gran Turismo.

- Os jogos não têm um enredo tão emocionante como um filme ou um livro. Cada vez mais a indústria dos video jogos se está a aproximar do cinema, onde o fator "história" se torna cada vez mais importante. Há jogos como Heavy Rain, ou Uncharted que se comportam mesmo como um filme interativo, desencadeando em nós o mesmo tipo de emoções.

- Os jogos não transmitem cultura e são prejudiciais ao desenvolvimento do cérebro. Mais uma vez, falso. Os video jogos desenvolvem capacidades mentais como a destreza, a criatividade, a memória, o cálculo, o raciocínio e a perceção. Para além disso, existem milhares de títulos focados na cultura geral, como jogos de pergunta e resposta, jogos educativos e variados títulos que englobam estas temáticas em aventuras interativas. Por exemplo, o jogo Civilization contém imensos factos da História Universal.

- Os jogos são antissociais. Maioritariamente, o ato de ler, por exemplo, é um ato individual. Comparo em muitos aspetos, o jogar um jogo com o ler um livro. Muita gente tem dificuldade em aceitar isto por uma razão muito simples; lêem-se livros há centenas e centenas de anos, enquanto se jogam jogos apenas desde 1971. 

De qualquer forma, tenho a dizer que os jogos podem ser experimentados com um grupo de amigos, no mesmo sofá ou pela Internet. Por exemplo, (aproveitando para justificar a ausência de post ontem) eu estive numa festa em casa duns amigos e divertimo-nos e rimos imenso a jogar em conjunto. Foi um ato coletivo e social.

- Os jogos viciam as pessoas. Bem, já sabemos à partida que os jogos, tal como os filmes e os livros, servem para retirar a pessoa do mundo real. Se a pessoa prefere a fantasia à realidade a culpa não é do video jogo, mas sim da própria pessoa ou da vida que leva.

Isto agora já abrange um bocado a psicologia, mas terão de concordar comigo. Eu adoro videojogos, mas passo bem um dia ou mais sem jogar. Não o faço por necessidade mas sim por gosto.

Grande parte da sociedade associa os videojogos a duas coisas: crianças e dependência.

Vamos ter em conta uma coisa. Não são só as crianças que jogam, e isto é um facto cada vez mais evidente à medida que o tempo passa. Nós todos estamos a crescer, e este gosto cresceu com a nossa geração.

Reparem na capa deste jogo:
 

Se um adulto a vir, associa-o logo aos desenhos animados do Canal Panda ou da Disney. No entanto, apesar dos meus 26 anos, considero-o um dos melhores jogos de sempre, não só pelo seu design soberbo mas também pela sua capacidade de divertir (atenção à palavra-chave) enquanto nos obriga a usar a nossa destreza.

O entretenimento dos video jogos ultrapassa o cinema, a música e a leitura precisamente por misturar estas três formas de arte, adicionando um ingrediente especial: a interatividade.

É isto que distingue os jogos das outras formas de arte e de entretenimento.

A dependência dos mesmos já nos leva, como já foi dito, para a psicologia. Quando a realidade nos afeta negativamente, procuramos abrigo no mundo imaginário, na fantasia. Alguns preferem ler um livro, outros gostam de ver um filme, outros gostam de se aventurar num jogo.

Faça o que a pessoa fizer, ela deve ter sempre em conta a diferença entre realidade e fantasia. E acreditem, eu sei que não existem monstros feios e grandes e sei também que não convém atropelar pessoas ao acaso.

Grande parte das pessoas que jogam, prendem-se durante horas seguidas. Não as julgo! Mas também não culpo os videojogos.

Vamos pensar desta forma, se o filme d’ O Senhor dos Anéis fosse 9 horas, seria como a espada do D. Afonso Henriques (longa e chata). Mas se pudéssemos controlar o desenrolar da história e interagir com as personagens, acreditem que ficaríamos até ao fim e experimentávamos formas diferentes de contar a mesma história!

É esta a magia do ingrediente especial dos jogos; a interatividade.

E é isto mesmo que os video jogos são, uma fonte de entretenimento virtual interativa, que deve existir com o objetivo de nos entreter e nos desenvolver, tal como qualquer filme ou música.


Música do Dia: Massive Attack - Teardrop (1998)


Fonte da imagem, clique aqui

Capa Rayman Origins

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publicado às 21:20


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