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Temos muito em nós

por Blogs Zé Consciência, em 19.07.13



Hoje ouvi uma frase que me fez pensar.

"Nós podemos não saber tudo, mas sabemos o que sabemos e somos como somos."

Seria tão bom que mais gente compreendesse e sentisse esta frase!

Nem sempre podemos saber tudo, mas sabemos aquilo que nos faz o que nós somos.

É importante que queiramos saber mais, mas também é muito importante que consigamos manter a nossa identidade.

Nós somos o que somos, e o que somos é um ser individual e devemos defender essa individualidade, aprendendo ao mesmo tempo com os outros.

Toda a gente tem sempre algo para nos ensinar, e nessa "toda a gente" nós estamos incluídos.

 

Música do Dia: Psy (c/ Hyuna) - 오빤 딱 내 스타일 (2012)
(porque sim!) 

 

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publicado às 22:49

Filme: Liberal Arts

por Blogs Zé Consciência, em 18.07.13

 

Hoje, caros leitores, vou fazer algo diferente.

Vou-vos falar dum filme que vi ontem.

Eu adoro cinema desde sempre, preferindo maioritariamente distrair-me com elevadas doses de ação, aventura e efeitos especiais.

Nunca me incomodou num filme situações surreais, como saltar dum prédio e ficar apenas com um arranhão na testa, ou conduzir um taxi por um camião e lançá-lo contra um helicóptero, ou robôs gigantes, ou combates no espaço, ou criaturas medonhas, ou feiticeiros e magos, etc.

Adoro este género, mas não quer dizer que não veja mais nada.

Liberal Arts é um drama, com alguns momentos de humor e romance. Completamente diferente do que mencionei acima.

Confesso que só tive conhecimento deste filme por ter sido escrito, realizado e interpretado por Josh Radnor, mais conhecido pela personagem Ted Mosby, da série Foi Assim Que Aconteceu (porque era muito complicado traduzir à letra How I Met Your Mother *alerta de ironia*).

É preciso destacar algo vergonhoso. Que eu saiba, este filme não foi lançado em Portugal. O que significa que a única forma de o arranjar é por encomenda.

E isso é triste porque este é um dos melhores filmes que já vi.

Fala-nos de Jesse Fisher, um homem de 35 anos, que recebe um convite dum antigo professor da universidade em que se formou.

Como forma de comemorar a sua reforma, o professor decidiu chamar o seu antigo aluno, com quem tem uma forte amizade.

Logo no momento em que Jesse entra na faculdade apercebemo-nos que as suas memórias da mesma são um local de paz, pela forma como se atira para a relva e respira fundo.

Ao rever o seu professor e amigo, conhece um casal que tem uma filha de 19 anos, Elizabeth (todos tratam por Zibby, o que demonstra que para todos é como uma criança) que é aluna dessa universidade.

Penso que os meus caros leitores conseguem adivinhar o que se segue. Jesse e Zibby estabelecem um laço muito forte que se transforma num amor complicado.

Zibby é uma rapariga solta e espontânea, mas Jesse é contido e cuidadoso.

Enquanto a rapariga lhe pede um beijo, ele só consegue pensar que têm 16 anos de diferença e que, quando ele tinha 19 anos (a idade atual dela) ela tinha apenas 3.

A ideia base do filme não é a banal telenovela mas sim a inevitabilidade de crescer e envelhecer.

Uma conversa específica chamou-me muito à atenção.

Jesse estava num bar a conversar com o seu professor, desenrolando-se o seguinte diálogo:
- Sabes quantos anos tenho? - pergunta o professor idoso.

- Não, quantos anos tens?

- Não é da tua conta. - responde grosseiramente - Sabes com quantos anos me sinto?

Jesse encolhe os ombros.

- 19. Desde que fiz 19 anos que nunca mais me senti diferente. Mas eu faço a barba e olho para o espelho e sou forçado a dizer que não é um rapaz de 19 anos que está a olhar para mim.

Este é o principal dilema do filme, a complexidade de crescer e envelhecer e os problemas que surgem quando sentimos que crescemos depressa demais, ou que gostariamos de voltar a ter 19 anos.

Outra coisa que me chamou muito à atenção neste filme foram os diálogos e a forma como as personagens foram criadas. As suas personalidades são credíveis e tudo o que têm a dizer é inesperado e adequado. 

No entanto, há uma personagem, um jovem chamado Nathan que surge quase como se fosse a fada madrinha, com diálogos prepositadamente fora de contexto, como se viesse de outro mundo para guiar e soltar o verdadeiro Jesse.

O próprio enredo do filme está a par desta situação, quando Jesse pergunta a Nathan "tu és mesmo real?".

O filme obriga-nos a pensar e a refletir da nossa própria vida, mostrando-nos as maravilhas de crescer e de absorver tudo o que o mundo tem para nos dar. A riqueza do conhecimento e do raciocínio que se desenvolvem quanto mais vivemos. E ao depararem-se com cabelos brancos poderão dizer, "estou a ficar mais sábio".


Música do Dia: Alicia Keys - Fallin' (2001)


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publicado às 21:03

Antes de se saber voar...

por Blogs Zé Consciência, em 17.07.13


Vivemos grande parte da nossa vida com limitações.

Muitas vezes escondemo-las, escolhendo um número restrito de pessoas para as libertarmos.

Por vezes somos compreendidos, muitas vezes nem por isso. Mas isso faz parte do risco de contarmos algo pessoal.

Com a experiência, vamos desenvolvendo defesas e armas para vencer estes obstáculos da vida.

Com a liberdade temos a possibilidade de sermos quem quisermos. Temos asas para voar... Mas para onde?

Quem somos nós? Será que voamos a deslizar pelo ar, ou será que batemos as asas constantemente? Será que descemos a pique, ou que vamos baixando lentamente de altitude?

Questionamo-nos e questionamo-nos e, para variar um pouco, questionamo-nos mais.

Ninguém está dentro de nós como nós próprios, logo ninguém nos poderá responder as estas questões.

Analisamo-nos, procuramos respostas dentro de nós. Mas por vezes estamos confusos demais.

As respostas (tanto as corretas como as erradas) misturam-se na nossa mente.

Quem sou eu na verdade? O Zé carinhoso e atencioso? O Zé amigo do seu amigo? Será que o faço por bem ou por mal?

A vida é uma longa estrada cheia de ramificações, enfeitada por nós ao longo do caminho.

Mas chega aquela altura em que caminhamos num traço branco olhando um espaço vazio.

Pode-nos levar ao desespero, tanto a vocês como a mim. Mas as ideias para colorir o meu espaço chegarão certamente. E quando vierem vou criar o meu próprio arco-íris, que me guiará quando souber mesmo voar.

Não sei se me faço entender ou se partilham estas emoções, mas se nem eu me compreendo, como me podem compreender os meus caros leitores?


Música do Dia: Bob Marley - Three Little Birds (1977)


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publicado às 23:10

A razão do coração

por Blogs Zé Consciência, em 16.07.13

 

Quantas e quantas vezes ouviram alguém dizer, "estou triste, mas não sei porquê".

Algumas pessoas consideram isso uma resposta válida, como sendo possível sentirmo-nos tristes sem qualquer razão.

Outras obrigam a pessoa a pesquisar o seu interior, até conseguir justificar a sua tristeza.

Bem, como este blog é MEU! tenciono dar a MINHA! opinião.

Considero as duas hipóteses corretas... CALMA! Deixem-me explicar, porque justificar é uma arte!

Vamos pensar bem... Ninguém fica triste do nada. Por muito fisiológico que seja a sensação de peso no canal lacrimal, acompanhada duma apatia face à vida, há sempre uma razão. Podemos não saber, mas o nosso corpo sabe!

Ninguém fica triste do nada. Há um pensamento, uma memória, uma situação, uma conversa, um relacionamento, uma doença, um medo, uma insegurança... Há algo externo, que nos deixa assim por dentro.

No entanto, há igualmente inúmeras razões para a pessoa não conseguir encontrar palavras que descrevam a sua tristeza (mesmo que as mesmas existam!).

Não quero baralhar os meus caros leitores, por isso vou sintetizar.

As pessoas estão tristes, mas não querem dizer porquê.

Já disse uma vez que somos seres sociais. Vivemos tanto para nós como para os outros. E muitas vezes quando pensamos, também o fazemos tendo em conta os outros. Já é um ato automático.

Assim, quando estamos trsites podemos pensar "não quero falar disto a ninguém" ou então "são tantas coisas que nem sei enumerar" ou ainda "vão achar a razão estúpida ".

O nosso corpo não tem medo de ser julgado. Ele é o mesmo desde que se formou até eventualmente morrer. Quando é adulto, é o mesmo bebé com mais camadas em cima.

O nosso corpo pode, por isso mesmo, sentir-se triste por coisas tão simples como "sinto-me sozinho" mesmo que a mente lhe diga "mas tu não tens razões para te sentires sozinho" e a sociedade diga "pensa nas pessoas que vivem sozinhas".

O corpo não quer saber disso. Não lhe interessa. Ele sente-se sozinho e transmite essa mensagem.

A pessoa sente-se triste e diz "estou triste". Quando lhe perguntam porquê, lá começa o cérebro a inventar, até dizer "não sei" ou "por nada, estou simplesmente triste".

É falso, mas ao mesmo tempo aceitável. Por mais sociais que sejamos, há coisas impossíveis de partilhar.

Como disse, nós podemos genuinamente não saber, mas o nosso corpo sabe!

 

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publicado às 20:49

Comer e falar / Comer e gritar

por Blogs Zé Consciência, em 12.07.13



Acabo de chegar de um jantar de grupo.

Óbvio que quando várias pessoas convivem entre si, adoram conversar e cantar músicas de incentivo à bebida álcoólica.

Mesmo quando chega a comida, ninguém se cala, toda a gente tem sempre algo a dizer enquanto os outros mastigam (pensando bem no que vão dizer quando engolirem).

Pessoalmente sou antiquado. Adoro comer sossegado, sem dizer nada, apreciando cada pedaço que me chega à boca. Eventualmente digo uma ou outra coisa, mas sem compromissos.

Álcool, não bebo, tendo ficado pela minha doce e gaseificada Coca-Cola.

Talvez seja por isso que me incomode tanto, quando um grupo de alunos do ensino secundário se reúne neste restaurante (que era minúsculo) e decidem conversar aos gritos.

Caros leitores, estou neste momento no sossego do meu quarto e eu juro que ainda os estou a ouvir.

Não percebo qual é o objetivo.

Principalmente as raparigas, tiravam fotografias, riam histéricamente e davam guinchos de surpresa por uma razão qualquer.

Deviam ter as calças apertadas ou algo assim...

Isto tudo já para não falar da necessidade de beber álcool, como sendo a única fonte de diversão.

Eu bebi Coca-Cola e estava mais divertido.

A sério, isto para mim não é um jantar, é uma festa medieval. 

Se for para isso avisem-me! Eu levo a flauta de bisel para completar a festa!

Só para concluir e para que conste, eu adorei o jantar e a companhia do grupo. Queixo-me é dos miúdos que deturparam aquele bom ambiente com a sua euforia.


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publicado às 23:45

Poema: Quotidianos (A Salvação)

por Blogs Zé Consciência, em 11.07.13

 


Acorda cedo e molha a cara,

Respira fundo e veste o fato,

Sai para a rua e invade a confusão.

Camuflado e discreto pelo meio da multidão.

 

De cabeça firme inspiras fundo,

O tempo não pára e já passou mais um segundo.

Prepara a papelada, não percas nada.

Olhando para ti treina mais um discurso.

 

Nos teus olhos tu vês o que és.

Vês as ondas da vida e mudanças de marés.

Gargalhadas, choros e gritos pela dor.

As saudades, os amores, as palmas, os sorrisos.

 

Pelas horas do dia tu segues uma luz,

Que te hipnotiza, te conduz e reduz.

Nada mais existe, que uma meta p'ra cruzar.

Mas há mais nesta vida p'ra que devas lutar.

 

Enquanto corres, tu torpeças

Enquanto vives nesta ilusão.

Enquanto segues o caminho,

Guardas rancores no teu coração.


Enquanto as horas passam,

Tens menos ar e menos emoção.

E quando as pedras te pesarem,

Vais desejar por uma salvação.


Quando a chuva cai

Nestes momentos finais

Quando te chamam e vais

Quando ligas o coração.


Quando a chuva cai

Nestes momentos finais

Quando te chamam e vais

É quando pedes salvação.


Sai do trabalho e olha para o céu

Vê o Sol que se põe neste dia que se perdeu.

No caminho observas a montra de uma loja

"O que dar à mulher p'ra evitar que ela fuja?"

 

Nesse espelho dás de caras com a barba branca

Vês os anos a passar e a vida não arranca.

Quotidianos monótonos em piloto automático

Que te matam lentamente, pelo corpo e pela mente.

 

Engole em seco, disfarça a tua dor.

Vai p'ra casa liberta esse amor.

Com carinho abraça a família que há tanto não vias.

Compensa horas e dias.

 

Um jantar, um cinema, uma hora de risada,

Ou cantar sem dilema uma moda improvisada.

A juntar a esta ementa um abraço e mão beijada

E jurar que a vida seja feita em conjunto.


Enquanto corres, tu torpeças

Enquanto vives nesta ilusão.

Enquanto segues o caminho,

Guardas rancores no teu coração.


Enquanto as horas passam,

Tens menos ar e menos emoção.

E quando as pedras te pesarem,

Vais desejar por uma salvação.


Quando a chuva cai

Nestes momentos finais

Quando te chamam e vais

Quando ligas o coração.


Quando a chuva cai

Nestes momentos finais

Quando te chamam e vais

É quando pedes salvação.



Segue a vida de mãos dadas,

Abraça o que tens e constrói uma história.

 

Pela vida, encontra a tua paz.

Recorda as conquistas, tanto as boas como as más.

 

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publicado às 20:56

Chega-te para lá que tenho pressa

por Blogs Zé Consciência, em 10.07.13


Já vos aconteceu terem um carro atrás do vosso, tão apressado que vos começa a pressionar?

É melhor ainda quando o fazem numa estrada que não dá para ultrapassar. Vão o caminho todo colados à traseira do meu carro, na esperança de encontrar uma aberturazita onde possam dizer "com licença" e seguir com a sua pressa.

No início, quando tirei a carta de condução e tinha pouca experiência, esta situação pressionava-me, não por estar a atrasar o pobre condutor, mas porque a sua pressa nos estava a deixar numa situação perigosa.

Hoje em dia já me sinto descansado, em primeiro lugar porque sei que se travar subitamente e batermos, a culpa não é minha. Segundo porque não é o conduzir encostado a mim que me faz andar mais depressa.

Sim, já estive com muita pressa, e sim, já tive um condutor lento à minha frente.

Nós quando conduzimos somos pessoas naturalmente agressivas; ir para a estrada é como ir para uma selva. Por isso mesmo, chamei (mentalmente) alguns nomes ao condutor, mas não me aproximei dele, porque sabia que não me ia levar a lado nenhum.

Quanto à minha confissão, sobre ter chamado nomes ao condutor, garanto-vos que toda a gente faz isso, não há como evitar. É tão natural quanto saudável! 

Quanto ao tema deste post, digo-vos que passei por esta situação ainda hoje. Dei uma pequena travagem, como forma de avisar que o condutor estava muito perto. Sabem como respondeu? Aproximou-se mais.

Aqui já entramos noutro tema, no respeito.

Uma coisa é sermos condutores zangados, outra é sentirmos que a estrada nos pertence e que os restantes que lá surgem são meros obstáculos.

Vamos ter em conta de uma coisa muito importante. Na vida todos nós somos, personagens principais, secundárias e figurantes. Principais para nós próprios, secundárias para os nossos amigos e familiares e figurantes para o resto.

Assim, e peço desculpa antecipadamente pelo que vou dizer, gostaria de avisar os senhores condutores que adoram cheirar o cu do meu carro, que para eles eu posso ser um obstáculo, mas que isso não lhes dá o direito de invadir o meu espaço de segurança, porque no meu ponto de vista, vocês são pessoas ridículas, como qualquer vilão duma história.

Lembrem-se que apesar de se sentirem importantes e donos do mundo, existem milhares de personagens principais à vossa volta.


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publicado às 22:45

O Espartilho II: O Regresso

por Blogs Zé Consciência, em 09.07.13


Já falei uma vez no espartilho, aquela força que nos controla para sermos socialmente aceites.

Pretendo hoje, continuar esse tema mencionando o perfeito espartilho. (Sim, eu descobri-o!)
É a constante busca pela perfeição.
Sabem do que estou a falar?
"Não fales assim" "Não se deve dizer isto quando acontece aquilo" "Se fizeres isto magoas as pessoas" "Se fizeres aquilo magoas-te a ti próprio" "Não comas assim" "Não cumprimentes assado"...
Já entenderam?
É o tentarmos ser perfeitos, não ter nenhuma falha, sermos aceites e bem vistos por todos.
Digo-vos já, em antemão, que é impossível ser-se perfeito! E se o tentarem ser, podem ter a certeza que terão muitas saudades vossas.
Como é que se deve provar vinho?
Vê-se a cor, observa-se bem à luz, inspira-se o seu odor, procura-se analisar, dá-se um pequeno golo, saboreia-se nos lábios, procura-se anali *aaaaahhhhh* (isto foi um bocejo).
Sabem como eu provo vinho? Agarro no copo e bebo-o.
Exatamente! Não sou perfeito! E sabe-me tão bem não o ser!
Óbvio que temos de ter a capacidade de nos adaptarmos, mas é para isso que serve a inteligência. Sermos capazes de observar o local em que estamos, perceber como temos de agir, nem que tenhamos de passar o dia inteiro a encolher as bochechas do rabo.
Se sentimos que não pertencemos ao grupo social, não voltamos tão cedo.
Todos nós precisamos da nossa toca, onde podemos ser quem realmente somos. E quando temos amigos com quem podemos ser assim, melhor ainda!
Não deixem de ser quem são, porque a vida que têm é vossa. E a busca da perfeição é o maior espartilho que existe, precisamente porque é impossível.


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publicado às 21:35

Partilha: Aprendiz do Flash

por Blogs Zé Consciência, em 08.07.13

Partilho convosco, caros leitores, um video com um homem a tentar correr numa passadeira a 40 km/h.

 

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publicado às 23:31

Propaganda sonora

por Blogs Zé Consciência, em 07.07.13



Pergunto aos meus caros leitores, como se sentiriam se um indivíduo fosse para a rua, mostrar quadros feitos por ele a toda a gente num café?

Estranho, não é?

E se o mesmo indivíduo levasse um projetor e partilhasse com todos, um video da sua autoria?

Para quê? Não é para isso que existe o Youtube?

Mas agora pensemos, e se esse indivíduo fosse para um café com uma guitarra acústica e tocasse suavemente algumas músicas?

Possivelmente continuariam a conversar, mas agora acompanhados de um som de ambiente.

A música é das artes mais simples de partilhar num local público.

Digo já dois exemplos.

Hoje, enquanto admirava o pôr-do-sol em boa companhia, na baía do Seixal, reparei que uma rapariga se sentou ao ar livre com uma guitarra e começou a tocar e a cantar. Ninguém se incomodou, ninguém achou estranho, mas ao mesmo tempo ninguém disse nada.

No entanto, reparei que o pôr-do-sol era agora acompanhado de uma banda sonora agradável.

As pessoas passavam, olhavam e continuavam a sua vida. Ninguém se meteu com ela, ninguém lhe disse "pára lá com esse barulho", porque simplesmente a música faz parte da vida das pessoas.

Nós pensamos constantemente em músicas. Elas fazem parte de nós.

Como já disse noutro post, eu estive num estágio de karaté. E como já expliquei noutro post, karaté não é apenas andar à porrada, mas sim uma arte praticada em convívio.

Como tal, o meu grupo juntou-se num café com instrumentos musicais e começámos a tocar.

A certa altura, um grupo de americanos, que estavam na mesa ao lado, juntaram-se à festa.

Posso dizer que foi o meu primeiro espetáculo em público. Enchemos a esplanada do café com pessoas curiosas, que se juntavam para ouvir e cantar connosco.

Penso que os meus caros leitores possam concordar comigo, quando digo que a música faz inevitavelmente parte de nós, e é uma arte que todos podemos praticar, quer compreendamos quer não.

Há uma palavra-chave para esta interação com a música. Significado!

A música tem um determinado significado para nós, e agimos e sentimos consoante isso mesmo.

Todos nós podemos libertar a música dentro de nós, quando cantamos no banho, quando assobiamos a passear, quando trauteamos enquanto estudamos, quando batemos com os pés no chão ou com as mãos nas pernas a um determinado ritmo...

A música é realmente uma arte fantástica! (diz o professor de música, enquanto bebe mais um golo de descafeinado) 


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publicado às 23:07



No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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