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Analisando a Casa dos Segredos

por Blogs Zé Consciência, em 21.01.14

 

Hoje, para variar a minha rotina, dei uma vista de olhos pelo programa Casa dos Segredos.

Tinha ideia que esse programa formava cantores famosos e quis averiguar se a formação era fidedigna.

Não só me apercebi que não era, como fiquei... "sei lá" ao ver o programa.

No meu tempo havia o Big Brother, onde observávamos pessoas dentro de uma casa a fazer coisas e depois aos poucos iam-se embora através dos votos do público, que alimentava o seu fetiche de voyeur.

A Casa dos Segredos não me parece muito diferente. Aliás parece-me mais do mesmo, com jogos e provas e coisas.

E quando falo de coisas, falo de literalmente coisas banais.

São pessoas que ganham do seu quotidiano, que interagem entre si, são amigos, zangam-se, choram, riem-se, traem, e partilham com o mundo as suas emoções e todo o tipo de intimidades, sejam intimidades afetivas ou pessoais.

Basicamente, é um Facebook na televisão. Com a diferença de que a informação é unidirecional, ou seja, nós conhecemo-los mas eles não nos conhecem (nem querem conhecer).

O mais interessante é a mentalidade das pessoas dentro da casa. Umas vezes é como ver uma telenovela da Tvi, outras é como ver o National Geographic.

São seres humanos que seguem o seu dia a dia sem qualquer preocupação para além dos seus instintos básicos.

Porque é que vemos isto?

Porque nós adoramos falar das vidas dos outros, e esta gente dá-nos liberdade para tal. Não escondem qualquer segredo (a não ser que são pagos para entrarem nestes programas) e nós não escondemos a nossa vontade de vigiar qualquer momento das suas vidas.

Imaginem esta entrevista de emprego:
"Quais são as suas aptidões?"
"Sou um desportista, adoro gajas e fazer coisas"
"Está aprovado!"

"Quais são as suas aptidões?"
"Sei maquilhar-me, engatar homens e sou soprano."
"Pode ser!"

Este é, sem dúvida, o melhor emprego em tempo de crise.

E depois vêm cá para fora com a liberdade de participar em trabalhos musicais, que ridicularizam a arte dos sons (vou pôr um exemplo em baixo; não ouçam até ao fim para não ficarem com problemas).

Bem, se calhar vou-me candidatar a este emprego, para ver se me consigo finalmente lançar no mundo da música.

 

Canuco Zumby c/ Bernardina - Minha Xuxa (sim, é uma música sobre apalpar peitos)

 

Música do Dia (para desintoxicar da anterior): Sara Bareilles - Gravity (2007)

 

Fonte da imagem, clique aqui

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publicado às 23:14


No final do dia, sobra sempre uma ideia para conversar e refletir. Zé Consciência

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