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A credibilidade científica

por Blogs Zé Consciência, em 11.12.13

Hoje em dia, é habitual que muitos empregos não sejam levados a sério.

Aliás, permitam-me a correção, desde sempre que muitos empregos não são levados a sério.

Mas a verdade é que todos são igualmente importantes para um normal funcionamento da nossa sociedade.

Não há casas sem construtores civís, não há edifícios limpos sem empregados de limpeza, não há calças sem buracos sem costureiras, não há comida saborosa sem cozinheiros, não qualquer tipo de organização dentro duma empresa sem um recepcionista, etc.

Apesar de todas as profissões serem importantes, a dos professores de artes é, em comunidades restritas, muitas vezes posta em causa.

Nós apenas ensinamos música, a tocar o pífaro (até me arrepiei só de escrever isto), ou apenas ensinamos a desenhar e a brincar com plasticina.

Quem gosta de desenho, vai para arquitetura, porque desenhar e pintar não serve para nada. E quem gosta de música, ensina música porque não pode fazer mais nada.

Como professor de música, este tipo de pensamento revolta-me, tal como revolta a qualquer amante da arte.

E por estarmos tão revoltados é que nos juntamos na Internet, em redes sociais e outros tipos de sites para manifestarmos a nossa revolta e para chamarmos de incompetentes às pessoas que não compreendem o nosso trabalho.

Não o podem compreender porque não o amam, nem sentem como nós.

Mas isso já nós sabemos! Aliás, aposto que até eles o sabem.

Mas vamos agora voltar atrás e recordar a greve dos camionistas que tantas consequêcias trouxe.

Basicamente, a greve pretendeu demonstrar que se não existissem camionistas, que o mundo parava. Não havia transporte de bens, não havia reabastecimento de bombas de gasolina, etc. Ou seja, quiseram provar que a sua profissão era importante.

Como já disse num post anterior, não sou contra quem faz a greve, mas procuro sempre não a fazer.

Mas há uma solução para este tipo de problemas: Provas científicas.

Se há coisa que o meu mestrado me ensinou, é que a credibilidade de qualquer estudo científico (bem executado) é incrivelmente válida, e não é por acaso!

O caso expecífico é estudado em rigor, complementando sempre qualquer argumento com outro estudo já efetuado, são procuradas soluções, feitas estatísticas, propostas soluções e discutidos resultados.

Isto é muito mais credível do que simplesmente mandar para um certo sítio certas pessoas.

Posto isto, será possível provar cientificamente a importância do estudo das artes, demonstrando assim que o nosso trabalho é de facto importante?

 

Música do Dia: Randy Newman - You've Got A Friend In Me (1995)


Fonte da imagem, clique aqui

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publicado às 23:18


2 comentários

De Artur Santos a 12.12.2013 às 23:19

Em tempos,não há muitos anos atrás,uma ideia peregrina admitia a hipótese de se contemplarem cotas para os homens na faculdade de medicina,pois quase todos os outros cursos eram de certa maneira compactados por mulheres.
A verdade é que hoje a entrada é feita em função da nota obtida e,notou-se logo que as mulheres passaram a ser a frequência,como era de esperar,porque se observou sempre que o sentido de cuidar pertence preferencialmente às mulheres, cuidadoras privilegiadas.
Nas artes, o caso é outro. Há uma divisão equitativa,que depende muito da habilidade de cada um,desde o tocador de "pífaro" ao grande maestro e compositor.Espero que correspondas a este último .
Vai dando as tuas lições,pois que em qualquer ramo de arte,que não enumero pela grande quantidade existente,há muita competitividade.MAS,cuidado com elas.
Nos tempos a que me referi no início deste comentário,aqueles que foram meus e teus professores,dirão que os problemas surgem com a feminização das profissões.
Se não fosse patético,até dava para rir,pois esses entraram sem os números exigidos hoje...E com esta me vou,com um beijo CDV.

De Blogs Zé Consciência a 12.12.2013 às 23:50

Felizmente, cada vez se dá mais valor à escolha que fizémos após as nossas experiências de vida e menos à escolha que se faz tendo em conta o sexo com que nascemos. Já é normal hoje em dia encontrar homens costureiros e mulheres médicas. Apesar de ainda existirem muitos profissionais, onde o único intelectuo reside num currículo, que descriminam as pessoas por razões que só nos filmes dá vontade de rir.

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