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A extensão da nossa zanga

por Blogs Zé Consciência, em 18.07.14

Quando inventaram os carros, inventaram-no com um acessório aparentemente de segurança, denominado a buzina.

A buzina existe com um propósito, o de alertar os outros carros para a nossa, como método de segurança. Deve ser, portanto, utilizada em casos específicos como por exemplo, quando estamos a fazer uma curva muito apertada e queremos alertar um carro que possa surgir no sentido oposto, ou quando queremos por alguma razão chamar à atenção outro condutor ou peão para a nossa presença numa situação de perigo, ou quando temos de conduzir para um destino com urgência e vamos dando pequenos toques na buzina para alertar os outros condutores.

No entanto, com o passar dos anos, a buzina torna-se cada vez mais um meio de comunicação com uma gramática muito própria, mas que todos conseguem compreender.

Uma buzinadela hoje em dia pode querer dizer:
"Sai da frente que estou com pressa!"
"Está verde!"
"Porque é que paraste?! Anda lá com isso!"
"Estúpido!"
"Vê lá por onde andas!"
"Vou-te ultrapassar!" ... "Já te ultrapassei!"
"Cuidado! És cego ou fazes-te?"

"Estou aqui! Olhem para mim tão belo e majestoso!"

E a lista continua...

Basicamente, a buzina é uma extensão da nossa raiva quando conduzimos.

Quando estamos a controlar um carro algo muda dentro de nós. Tornamo-nos pessoas zangadas, impacientes e territoriais.

Óbvio que não posso generalizar, até porque sou conhecido por quase nunca usar a buzina do meu carro. Mas é um facto que quando estamos protegidos dentro do nosso carro, podemos dizer e ser o que bem quisermos que ninguém nos ouve.

Ao menos que possa existir um sítio onde a nossa zanga possa ser manifestada.

O problema é quando usamos um sistema de segurança para algo tão simples, como chamar estúpido a um desconhecido só porque parou para estacionar o carro.

 

Música do Dia: Dinah Washington - Blue Gardenia (1955)

 

Fonte da imagem, clique aqui

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publicado às 18:36


2 comentários

De Artur Santos a 18.07.2014 às 22:52

As características da nossa maneira de ser são boas ou más conforme o estado de espírito em que nos encontramos.
Tudo o que disseste acontece quase sem nos apercebermos. Eu pecador me confesso...
Não sou propriamente um buzinador,mas descarrego o fel em certas alturas, só que quem me ouve,é unicamente quem vai ao meu lado,salvaguardando-se com o silêncio. Dá
umas tossidelasitas e não entra na minha descarga.Para quem eu me dirijo,nem dá por mim,porque eu nem gestos faço,não vá o diabo tecê-las. Pelo contrário,ao prevaricar eu,sou abençoado com atitudes obscenas,o que já tem acontecido.
Com calma,tudo se aguenta neste mundo,dominado pelo demónio. Acredita...
---Sobre a música,há a "blue gardenea" interpretada pelo NAT KING COLE disso não tenho dúvidas,que começa assim,salvo algum erro de escrita:
"blue gardenea now I'm in love with you...---"
Um BCDV.

De Blogs Zé Consciência a 20.07.2014 às 04:24

Todos nós temos os nossos momentos em que a tampa nos salta. O importante é sabermos não magoar ninguém quando os temos.

Beijo avô

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