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Os limites do corpo

por Blogs Zé Consciência, em 09.02.14

Ontem, foi um dia muito exigente para mim, pela positiva.

Foi o dia em que fiz o meu exame de karaté para cinturão negro.

Muitos julgam que esse cinto é o pico máximo das graduações, mas, na verdade, é a partir daí que se começa a treinar karaté a sério.

Imaginem isto desta forma: Do cinto branco ao cinto vermelho passamos pelo primeiro ano, até ao 12º de escola. Depois há mais três cintos castanhos, que podem ser comparados aos três anos de licenciatura.

Mas com o cinto negro atingimos a idade adulta, é quando começamos a trabalhar e a fazer pela nossa vida. É quando a jornada se inicia!

Como podem ver, o meu exame de ontem foi muito importante e exigente, tanto tecnicamente como fisicamente.

Durante o treino de quase três horas, levei o meu corpo a limites que mal conhecia.

É certo que ainda tenho de aprender a controlar a energia que uso. Sou uma pessoa muito tensa e isso faz com que gaste demasiada energia quando treino. O que significa que cheguei à fase final do exame já exausto.

Quando tentava repor o oxigénio, controlando a respiração, foi pedido o teste final, combate livre.

Para quem não sabe, não era suposto marcar pontos nem mostrar que sabemos andar à porrada, mas sim manter a postura e mostrar capacidade para nos defendermos.

A certa altura senti-me esgotado, o meu corpo queria parar, estava já a perder o ar, até que ouvi ao fundo dum túnel a voz do meu mestre:

"Força Zé tu ainda consegues mais! Vai!"

Eu não sei o que me deu, mas o meu corpo parece que foi buscar reservas que nem sabia que tinha. Lancei-me contra o meu adversário durante mais um minuto até não conseguir respirar nem mexer mais um pedaço do meu corpo. Comecei aos poucos a deixar de ver e parei completamente esgotado.

É impressionante o quanto conhecemos mal o nosso corpo, ou pelo menos não queremos conhecer. Quando pensamos que estamos cansados, há sempre reservas de energia que nos podem ajudar a dar o nosso verdadeiro máximo.

Ontem, posso dizer, que o conheci. Não conseguia mexer nem mais um pedaço, não conseguia mostrar mais das minhas capacidades. Penso que o facto de estar constipado também influenciou isso. Mas a verdade é que enquanto treinava karaté, a minha constipação parecia-me inexistente.

Cheguei a casa, tomei um duche merecido e só depois é que mal conseguia andar. Parece que o meu corpo baixou a guarda e a minha constipação veio ao de cima.

Jantei, e deitei-me com o corpo todo dorido, constipado, com dores de cabeça e um bocado de febre. As dores não vinham do treino, mas sim da falta de energia.

Hoje, depois de uma noite e manhã de sono, estou recuperado!

Segunda saberei o resultado do meu exame. Mas digo-vos, caros leitores, que quer mereça ou não o cinturão negro, o exame de ontem serviu para aprender uma coisa. Que nós mal conhecemos o nosso corpo, e que os nosso limites estão muito para além do que nós imaginamos.

 

Música do Dia: Vaya Con Dios - Don't Cry For Louie (1988)

 

Fonte da imagem, clique aqui

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publicado às 13:21


2 comentários

De Inês - Desenhos e Desenhos a 09.02.2014 às 14:47

A mente por vezes consegue dar muita força ao corpo já exausto!
Portaste-te muito bem!

Beijinhos

De Blogs Zé Consciência a 09.02.2014 às 17:33

Pois é. A ver vamos!

Beijinho

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