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Uma folha caída... Um novo começo...

por Blogs Zé Consciência, em 02.10.14

 

A vida é curta demais para se ignorar quem somos e o que nos faz felizes.

E a minha já foi longa o suficiente para saber quem sou realmente e curta e longa ao mesmo tempo para saber o que me faz verdadeiramente feliz.

Não preciso de ser rico, preciso de estar em paz comigo.

Quero acima de tudo viver comigo mesmo. Quero um tecto por cima de mim e só de mim a chamar-me lar, como se eu fosse seu irmão.
Quero continuar a criar o que a minha alma quer criar. Fazer música, mostrar os seus encantos fantásticos às crianças, comentar as coisas que gosto, discutir ideias e sobretudo dar aqueles abraços sentidos a quem os merece.
Já pensei em mudar-me para algo que nunca fui na minha vida. Já pensei abraçar um lado egoísta e frio. Mas se há coisa que sei é que nunca serei assim, por mais infeliz que a vida me deixe. Porque os sorrisos de quem gosta verdadeiramente de mim potenciam também os meus.
Estou novamente livre das minhas ansiedades por ter percebido qual o meu rumo e quem eu sou.
Mas ao mesmo tempo tenho o meu coração congelado. E este gelo já começa a doer e a pesar demasiado.
Não sou mais do que um homem, mas faço sempre por ser mais que isso.
Não me queixo de nada. Não preciso de me queixar nem preciso de palavras animadoras.
O que eu preciso verdadeiramente só eu sei e muito bem.
Mas estas palavras que partilho com tanta gente que me conhece, que me adora, que não sabe quem sou e que já não se lembra de mim, são apenas folhas caídas que se soltaram de mim.
Tal como uma folha de papel numa mesa abandonada num café.

 

Música do dia: Story Of The Year - Anthem Of Our Dying Day

Fonte da imagem, clique aqui

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publicado às 20:11


2 comentários

De Artur Santos a 03.10.2014 às 00:21

Essa ambivalência,de te pronunciares acerca da tua vida ter sido longa e curta ao mesmo tempo para saberes onde está a tua verdadeira felicidade,posso dizer-te,devido à extensão da minha vida,do estatuto que criei,que vivendo só contigo não vais encontrar o que desejas.
Sendo tu um jovem equilibrado,como eu julgo conhecer-te,ainda não sabes qual é a parte negativa da tua vida,pela existência dessas pequenas coisas que te vão acontecendo,pois as verdadeiras dificuldades ainda não passaram por ti,nem podem passar enquanto tiveres o amor incomensurável da família que te rodeia e, daquela que mesmo afastada geograficamente de ti,como é o meu caso,te amarem como amam.
As folhas não estão caídas,porque nós,AS ÁRVORES,morremos de pé.
O tecto que queres sobre ti,a chamar-te lar como se fosses seu irmão,agarra-o bem,porque está contigo,vives nele.
Faz a música que gostas de ouvir e ensinar aos outros,pois que os abraços que gostas de sentir nunca te faltarão,assim tu queiras retribui-los.
O meu,aqui vai,com um bcdv.

De Blogs Zé Consciência a 03.10.2014 às 01:04

Muito obrigado pelas suas palavras avô.
Eu já começo a sentir a necessidade de ter o meu próprio tecto. E por agora esse tecto tem de ser só meu.
Um beijo grande com saudades, avô

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